UnDF em crise: greve e denúncias abalam universidade e carreira docente

Docentes da UnDF reivindicam 10% de aumento no salário-base e denunciam contrato com o Iesb sem licitação para novo campus.

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Foto: Reprodução
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Na quinta-feira, 12 de março de 2026, os docentes da Universidade do Distrito Federal Professor Jorge Amaury Maia Nunes (UnDF) se reúnem em assembleia geral para discutir a greve da carreira, convocada pelo Sindicato dos Docentes da UnDF (SindUnDF).

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O principal objetivo da mobilização é reivindicar um aumento de 10% no salário-base e 60% na gratificação por magistério, além da redução do tempo de carreira para 20 anos, atualmente fixado em 25.

Impacto da evasão docente

A professora Suelen Gonçalves, representante dos docentes, destacou que a remuneração dos professores da UnDF é a segunda mais baixa do Distrito Federal, ficando atrás apenas da carreira do ensino fundamental. Essa situação tem contribuído para uma alta taxa de evasão de professores do magistério, com muitos profissionais desistindo da carreira ou sendo exonerados.

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Segundo ela, o problema vai além da docência, impactando a instituição como um todo.

Reivindicações e paralisação acadêmica

Em fevereiro de 2026, o SindUnDF organizou uma manifestação em frente ao Palácio do Buriti, sede do Governo do Distrito Federal, para exigir a reestruturação da carreira dos professores. Durante o protesto, os docentes decidiram suspender as atividades acadêmicas como forma de pressionar a administração da universidade.

A situação demonstra a crescente insatisfação da comunidade acadêmica com as condições de trabalho e salários.

Denúncia de contrato polêmico

A assembleia também abordará a questão de um contrato polêmico envolvendo o Instituto de Educação Superior de Brasília (Iesb). O sindicato denuncia possíveis irregularidades na contratação de um imóvel na QNN 31, em Ceilândia Norte, para abrigar o novo campus da universidade.

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A escolha do imóvel, feita por meio de contratação direta sem licitação, gerou críticas e questionamentos sobre o uso de recursos do Fundo da Universidade do Distrito Federal (FunDF) e a falta de consulta à comunidade acadêmica.

Cancelamento da inauguração e críticas à gestão

A inauguração do novo campus, prevista para o início da semana, foi cancelada de última hora, sem que a gestão da universidade comunicasse a data do evento. O SindUnDF criticou a gestão, acusando-a de fomentar a fragmentação da comunidade universitária e de agir em seus próprios interesses, negligenciando as necessidades dos alunos dos campi Norte e Samambaia.

A situação expõe tensões e desafios enfrentados pela instituição.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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