UE aplica multa de 890 milhões de euros ao Google por violar regras de concorrência

A União Europeia (UE) aplicou uma multa de 890 milhões de euros, equivalente a cerca de US$ 1 bilhão, ao Google nesta quinta-feira, 23. A decisão se baseia na constatação de que a gigante da tecnologia violou regras de concorrência digital ao configurar o Google Play e seu mecanismo de busca para favorecer seus próprios serviços e aplicativos, prejudicando assim os concorrentes.
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Essa é mais uma ação significativa de Bruxelas contra grandes empresas de tecnologia, consolidando a posição da UE como líder global na tentativa de regular algumas das maiores companhias do mundo, desde as do Vale do Silício até as da China. A medida vem em um momento em que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, já manifestou sua insatisfação com ações semelhantes na Europa, em meio a uma campanha mais ampla que inclui tarifas elevadas e tensões sobre a aliança militar da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan).
Retaliações possíveis e histórico de multas
No passado, Trump já ameaçou retaliar caso empresas americanas de tecnologia fossem penalizadas por autoridades europeias. Recentemente, o Google também havia perdido um recurso referente a uma multa anterior de US$ 4,5 bilhões aplicada pela UE por práticas que restringiam a concorrência e limitavam opções aos consumidores através do domínio do sistema operacional Android.
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A Comissão Europeia, responsável pela aplicação das regras de concorrência no bloco, declarou que sua atuação visa proteger os consumidores. “Os melhores produtos devem ter sucesso porque são melhores, não porque pertencem à empresa que opera o mecanismo de busca”, afirmou Teresa Ribera, vice-presidente-executiva da Comissão Europeia para uma Transição Limpa, Justa e Competitiva.
Ela ressaltou ainda que os desenvolvedores têm o direito de informar os consumidores sobre as melhores ofertas disponíveis.
Críticas e reações do Google
Em resposta à multa, Kent Walker, presidente de Assuntos Globais do Google, criticou a decisão e a descreveu como uma “degradação dos produtos impulsionada por um pequeno grupo de reclamantes interessados em benefício próprio”. Segundo ele, essa ação terá consequências negativas para empresas e consumidores na Europa.
Walker argumentou que a Lei de Mercados Digitais da UE obriga o Google a remover recursos úteis como preços instantâneos e disponibilidade direta para hotéis, voos e restaurantes. Ele ainda afirmou que isso resultará em menos segurança no Google Play.
Regulamentações e controle no mercado
A Comissão Europeia classifica as principais empresas tecnológicas globais – incluindo Amazon, Apple, Alphabet (controladora do Google), Meta, Microsoft e ByteDance (dona do TikTok) – como “controladoras de acesso”. Essas empresas são vistas como responsáveis por garantir condições equitativas no mercado para todos os competidores.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
Editoria:
Redação Economia
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