Turquia pede alerta vermelho da Interpol contra Netanyahu no caso Sumud
O Ministério da Justiça turco solicitou nesta sexta-feira (21), através do ministro Akin Gürlek, a emissão de um alerta vermelho pela Interpol contra Benjamin Netanyahu e o israelense Afex Moskovitch.
Os dois líderes são réus em Istambul por acusações graves relacionadas ao crime de genocídio após ataques ocorridos em águas internacionais na região próxima à Faixa de Gaza. O pedido visa garantir sua prisão internacional, em conformidade com os mandados de prisão emitidos em 14 de julho de 2026.
Busca judicial: como funciona o Alerta Vermelho da Interpol
Segundo declaração do ministro Gürlek, a solicitação foi feita porque há um processo criminal ativo sobre os “ataques em águas internacionais contra ativistas”. O alerta serve para as autoridades policiais de outros países localizarem e prenderem provisoriariamente Netanyahu e Moscovitch até uma eventual decisão formal de extradição. É importante notar que não se trata de um pedido direto ou automático; cabe à própria organização interpol decidir caso por caso se cumprirá com ele.
O Ministério turco ressaltou ainda o respaldo legal desse movimento: existe já um mandado de prisão expedido pela vara criminal de Istambul, tribunal responsável pelo julgamento dos dois líderes junto a mais 34 acusados em regime de revelia no processo judicial.
Os réus são processados sob acusações severas como crimes contra a humanidade, genocídio, privação de liberdade qualificada e tortura entre outros delitos graves listados na Justiça. Além disso, respondem também pelas charges específicas de lesões corporais intencionais, destruição de propriedade, pilhagem qualificadade e até mesmo apropriação indébita de veículos.
O incidente da Flotilha Global Sumud
Gürlek utilizou o pronunciamento para reforçar um posicionamento político firme: “Não aceitamos de forma alguma a ideia de que o governo Netanyahu… seja isento de prestação de contas”. Ele afirmou ainda usarão todas as possibilidades do direito nacional e internacional contra quem ele considera ser uma política genocida em Gaza.
A tensão judicial remonta ao interceptamento ocorrido pela Marinha israelense com a embarcação chamada Flotilha Global Sumud, no mês de outubro de 2025. O evento aconteceu quando os ativistas estavam navegando por águas internacionais enquanto se aproximavam da costa na Faixa de Gaza.
Mais de 400 pessoas participaram dessa ação; elas estavam em quarenta embarcações e foram levadas à força para Israel e detidas na prisão de Ktziot, no deserto do Neguev durante o incidente que culminou em sua deportação. Entre eles, estavam 15 brasileiros: Luizianne Lins (deputada federal do PT-CE), Mariana Conti (vereadora pelo Psol – Campinas) e Thiago Ávila, identificado também como ativista e candidato a deputado federal.
Na época dos fatos narrados no fonte original, até mesmo o Itamaraty brasileiro condenou publicamente aquilo que classificou na ocasião como uma “interceptação ilegal e detenção arbitrária”.
Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.
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