Tubarão Bukangi volta ao mar em Busan após mais de um mês preso em canal urbano

Após duas tentativas frustradas em setembro e outubro, a terceira operação das equipes encerrou a permanência da fêmea de cerca de três metros.

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Tubarão de aproximadamente três metros permaneceu semanas em um canal urbano | Foto: Reprodução/Catraca Livre

Um tubarão-escuro fêmea de cerca de três metros, apelidado de Bukangi, circulou por mais de um mês num canal urbano de Busan, na Coreia do Sul. Em 21 de outubro de 2026, a terceira operação das equipes conseguiu guiá-la de volta ao mar.

Antes disso, duas tentativas não bastaram. A presença do animal foi registrada em setembro, e o caso atraiu visitantes enquanto as equipes tentavam conduzi-lo para fora.

Por que as primeiras tentativas não deram certo

As equipes tentaram orientar Bukangi para a saída em 29 de setembro e 2 de outubro, sem sucesso. Conduzir um animal grande em um espaço delimitado exige levar em conta a reação dele, a largura das passagens e a segurança de quem trabalha nas margens ou na água.

Os relatos disponíveis não descrevem cada minuto dessas investidas e também não permitem atribuir uma motivação ao tubarão. Dizer que ele “se recusou” a sair seria transformar um comportamento observado em intenção humana. O dado concreto é que a saída não se concluiu naquelas datas.

Como foi a saída em 21 de outubro

Na terceira operação, as equipes conseguiram orientar Bukangi para o mar. A sequência encerrou a permanência documentada no canal e tirou da cidade um animal que virara atração urbana.

A cobertura da Reuters sobre a terceira operação registra o retorno ao mar. Não há confirmação pública de rota posterior, de alimentação ou de condição de saúde no longo prazo, e a notícia termina na saída observada. Uma operação bem-sucedida resolve a urgência daquele dia, mas não substitui meses de observação ecológica.

Por que o caso atraiu tanta gente

Ver um tubarão de grande porte em área urbana é incomum, e o animal era facilmente visível das margens. A permanência longa deu tempo para moradores e visitantes acompanharem o caso e fotografarem o animal. Reportagens estimaram cerca de 1,7 milhão de visitantes ao longo do período, número que mede o movimento de pessoas na área, e não o de observadores simultâneos ou de encontros contados pela ciência.

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Esse público também tornou a operação mais complicada. Autoridades precisaram conciliar curiosidade pública, circulação de pessoas e trabalho técnico. O critério de êxito, porém, era o retorno do animal à água aberta, e não o fim da atração.

O que ainda não se sabe sobre o destino do animal

Não foram divulgados, até agora, dados de rastreamento que mostrem se Bukangi voltou à região ou seguiu uma rota oceânica. Sabe-se que a saída aconteceu em 21 de outubro, mas não se sabe qual caminho ela tomou depois.

Essa lacuna impede tanto uma conclusão definitiva sobre sua sobrevivência quanto a suposição de um desfecho ruim sem evidência. O acompanhamento posterior à saída permanece uma questão aberta.

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