Trump tenta atrasar certificação no Alasca em disputa que pode definir o controle do Senado

O Departamento de Justiça do governo Trump entrou com uma ação preventiva para tentar impedir a certificação da eleição para o Senado dos Estados Unidos no Alasca caso o senador republicano Dan Sullivan, candidato à reeleição, seja derrotado.
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A disputa pode definir o equilíbrio de poder na Casa.
O argumento central é a presença de outro candidato republicano com nome quase idêntico, Daniel J. Sullivan. Segundo a ação, ele poderia confundir os eleitores. O pedido é para que um tribunal atrase a certificação se o atual senador perder, mas tivesse vencido caso “todos os votos dados a Daniel J. Sullivan” tivessem sido “dados ao senador Sullivan”.
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Especialista vê teoria jurídica “estranha e incomum”
Para Derek Muller, professor de direito eleitoral da Faculdade de Direito de Notre Dame, o processo se apoia em uma teoria jurídica “estranha e incomum”. Ele também disse não estar claro como um tribunal poderia intervir da forma proposta pelo Departamento de Justiça.
A ação é a mais recente tentativa do Departamento de Justiça de Trump de interferir na administração das eleições. A Constituição reserva ao Poder Executivo um papel mínimo nesse tema.
Alasca pode decidir o controle do Senado
O estado tem poucas pesquisas confiáveis, mas Dan Sullivan e a democrata Mary Peltola travam uma campanha acirrada. Os democratas precisam conquistar quatro cadeiras em novembro para assumir o controle do Senado. O Alasca está entre os estados controlados por republicanos que o partido espera virar.
A candidatura do segundo Sullivan já vinha gerando controvérsia e foi alvo de outros processos judiciais. Os republicanos afirmam que ele concorre para dividir os votos e confundir o eleitorado.
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Nas primárias, o titular Dan Sullivan recebeu 68.726 votos. Daniel J. Sullivan teve 4.107.
Editoria:
Redação Internacional
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