Trump pressiona países a assinarem Acordos de Abraão após avanços com o Irã

Trump Exige Assinatura dos Acordos de Abraão Após Progresso nas Negociações com o Irã
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez um apelo “obrigatório” para que países do Oriente Médio e outras nações assinem os Acordos de Abraão, após a expectativa de um acordo para encerrar a guerra com o Irã. Ele também ameaçou com uma ação militar “maior e mais forte do que nunca” se as partes não chegarem a um consenso. “Estou solicitando obrigatoriamente que todos os países assinem imediatamente os Acordos de Abraão.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Se o Irã concordar em assinar o acordo comigo, como presidente dos Estados Unidos, seria uma honra tê-los como parte desta coalizão mundial sem precedentes”, afirmou Trump em uma publicação na rede Truth Social nesta segunda-feira (25).
O presidente mencionou que discutiu o tema em telefonemas com líderes da Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Catar, Paquistão, Turquia, Egito e Bahrein. Ele destacou que, considerando o esforço dos EUA para alcançar um acordo de paz, a adesão aos Acordos de Abraão, que normalizaram as relações entre Israel e alguns vizinhos árabes, deveria ser obrigatória.
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Apesar de afirmar que as negociações com o Irã estavam avançando “bem”, Trump reiterou que as operações militares seriam retomadas caso um acordo não fosse firmado.
Expectativas de Acordo e Questões Pendentes
Trump elevou as expectativas ao afirmar que Washington e Teerã haviam “negociado em grande parte” um memorando de entendimento que reabriria o Estreito de Ormuz. O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã declarou que o país não cobraria pedágio pela passagem pelo estreito, mas ressaltou que é “normal que os serviços prestados tenham um preço”.
Leia também
Antes do conflito, o estreito era responsável por um quinto das remessas globais de petróleo e gás natural liquefeito.
As partes ainda estão em desacordo sobre questões complexas, como as ambições nucleares do Irã, a guerra de Israel no Líbano contra o Hezbollah, apoiado pelo Irã, e as exigências de Teerã para o levantamento de sanções e a liberação de bilhões de dólares em receitas petrolíferas iranianas congeladas em bancos estrangeiros.
Um alto funcionário do governo Trump revelou que o Irã concordou “em princípio” em abrir o Estreito de Ormuz em troca do levantamento do bloqueio naval dos EUA e em se desfazer do urânio altamente enriquecido.
Os Acordos de Abraão e Suas Implicações
Os Acordos de Abraão são um conjunto de acordos que visam normalizar as relações com Israel. Os Emirados Árabes Unidos e o Bahrein assinaram durante o primeiro mandato de Trump, em 2020, tornando-se os primeiros Estados árabes a reconhecer Israel em 25 anos.
Marrocos e Sudão também seguiram esse caminho. Jared Kushner, genro de Trump, teve um papel fundamental na mediação desses acordos.
As autoridades palestinas expressaram que se sentiram traídas pelos países árabes que firmaram acordos com Israel sem exigir avanços na criação de um Estado palestino. O acordo com os Emirados Árabes Unidos foi considerado uma grande vitória para Israel, pois este é um importante produtor de petróleo e um centro comercial com influência diplomática no Oriente Médio.
Desde então, Israel e os Emirados Árabes Unidos têm fortalecido seus laços econômicos e de segurança, embora a relação tenha enfrentado tensões recentes, especialmente em relação à anexação na Cisjordânia ocupada.
Autor(a):
Ana Carolina Braga
Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.



