Rússia anuncia ataques sistemáticos em Kiev e pede que estrangeiros deixem a cidade imediatamente

Rússia planeja ataques sistemáticos em Kiev
A Rússia anunciou, nesta segunda-feira (25), sua intenção de realizar “ataques sistemáticos” contra alvos em Kiev que estejam relacionados aos militares ucranianos, além de centros de decisão. O governo russo também solicitou que estrangeiros deixem a cidade, um dia após um dos bombardeios mais intensos à capital ucraniana desde o início do conflito.
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Em resposta, o ministro das Relações Exteriores da Ucrânia, Andrii Sybiha, pediu aos aliados que não se deixem levar pela “chantagem russa”. O chefe da missão da União Europeia em Kiev afirmou que o bloco de 27 países “não vai a lugar nenhum”.
De acordo com um comunicado do Ministério das Relações Exteriores da Rússia, o chanceler russo, Sergei Lavrov, informou ao secretário de Estado americano, Marco Rubio, que os ataques previstos são “uma resposta aos contínuos ataques terroristas do regime de Kiev” contra civis na Rússia.
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O comunicado destaca que as Forças Armadas da Rússia “estão iniciando ataques sistemáticos contra instalações em Kiev que atendem às necessidades militares, assim como contra centros de tomada de decisão”.
Consequências dos ataques em Kiev
Um comunicado anterior do Ministério das Relações Exteriores da Rússia já havia solicitado que estrangeiros, incluindo diplomatas, deixassem Kiev o mais rápido possível. A Rússia justificou essa medida citando um ataque ocorrido na última sexta-feira contra um dormitório estudantil na região de Luhansk, controlada por Moscou.
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As Forças Armadas da Ucrânia refutaram as alegações russas, afirmando que atacaram uma unidade de comando de drones de elite na área. Em Kiev, equipes de resgate atuaram nas consequências dos bombardeios, que resultaram em duas mortes e 91 feridos, segundo as autoridades locais.
Moscou utilizou um míssil hipersônico Oreshnik nas proximidades de Kiev, marcando seu terceiro uso desse tipo de armamento com capacidade nuclear em mais de quatro anos de conflito. A ministra das Relações Exteriores da Ucrânia, Sybiha, expressou em suas redes sociais que estão em diálogo com os parceiros para que não haja concessões à chantagem russa.
Reações da União Europeia e danos em Kiev
A chefe da missão da UE em Kiev, Katarina Mathernova, declarou que o alerta russo visa provocar pânico. “A Rússia quer medo. Pânico. Isolamento da Ucrânia. Isso não vai funcionar”, afirmou ela. O presidente Volodymyr Zelensky informou que cerca de 300 locais em Kiev foram danificados nos ataques do fim de semana, incluindo um museu recém-inaugurado dedicado ao desastre nuclear de Chernobyl, ocorrido em 1986.
Vitalina Martynovska, diretora do museu, destacou que “até hoje, não há uma única sala no Museu Nacional de Chernobyl que não tenha sido destruída”.
Mais de 70 diplomatas estrangeiros prestaram homenagens às vítimas dos ataques em Kiev, visitando o bairro de Lukyanivka, que sofreu severos danos. Enquanto isso, a Ucrânia continuou seus próprios ataques contra a infraestrutura e ativos industriais russos.
Na região de Belgorod, um homem morreu e outro ficou ferido em um ataque com mísseis e drones, que também afetou o fornecimento de energia e água, conforme relataram autoridades locais.
Troca de ataques entre Ucrânia e Rússia
Na cidade de Horlivka, controlada pela Rússia, quatro pessoas foram mortas, segundo o prefeito Ivan Prikhodko, que atribuiu a responsabilidade a um ataque ucraniano. Em território ucraniano, duas pessoas perderam a vida e 16 ficaram feridas em ataques russos na região sul de Kherson, conforme informou o governador regional Oleksandr Prokudin.
Um ataque com mísseis nesta segunda-feira em Derhachi, próximo a Kharkiv, resultou na morte de duas pessoas e deixou mais de 20 feridos. Além disso, 14 pessoas ficaram feridas em Dnipropetrovsk, onde drones atingiram um prédio de apartamentos de nove andares em Pavlohrad.
O governador da região de Donetsk, Vadym Filashkin, relatou que 12 pessoas foram feridas em Kramatorsk, uma cidade na linha de frente.
A Rússia e a Ucrânia negam ter atacado civis deliberadamente desde o início da invasão russa em fevereiro de 2022. A mediação dos EUA não conseguiu promover o fim do conflito, e ambos os lados se acusam mutuamente de intensificar a situação. A Ucrânia planeja enviar reforços para suas regiões do norte, visando conter o que considera planos russos para uma nova ofensiva.
Zelensky também mencionou que a Ucrânia avançou pouco com os Estados Unidos na ampliação da produção de defesas antimísseis, reiterando que Kiev aguarda “novas medidas diplomáticas” de Washington.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



