Ronaldo Caiado propõe que facções criminosas sejam classificadas como terroristas no Brasil

Ronaldo Caiado defende classificação de facções criminosas como grupos terroristas
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à Presidência, Ronaldo Caiado (PSD), manifestou apoio à ideia de que facções criminosas sejam consideradas grupos terroristas no Brasil. A declaração ocorreu durante um evento em São Paulo, na última segunda-feira (25), onde apresentou suas propostas ao setor empresarial. “A Amazônia brasileira é 100% dominada pelo Comando Vermelho e pelo PCC.
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Atualmente, mais de 250 municípios estão sob o controle total dessas facções”, destacou Caiado em uma entrevista durante um ciclo de debates promovido pela Amcham (Câmara Americana de Comércio para o Brasil).
Em seu discurso, o ex-governador também abordou a necessidade de formar alianças internacionais para combater o crime organizado. “Essa é a única forma de enfrentarmos as facções na Amazônia. Hoje, não temos tropas de polícia militar suficientes para lidar com um território dominado por facções colombianas e mexicanas, além do PCC e do Comando Vermelho.
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Para ocupar essa área, precisamos da presença da Aeronáutica, Marinha e do Exército Brasileiro”, afirmou Caiado. Ele acrescentou: “Faremos parcerias com os países vizinhos e com os Estados Unidos para esse enfrentamento. Assim como devolvi Goiás aos goianos, vou devolver o Brasil aos brasileiros de bem”.
Debate sobre a classificação de facções como terroristas
A discussão sobre a possível classificação do PCC (Primeiro Comando da Capital), CV (Comando Vermelho) e outras facções criminosas como organizações terroristas tornou-se um tema central entre o governo brasileiro, autoridades internacionais e especialistas em segurança pública.
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Os Estados Unidos defendem que essas facções transnacionais recebam esse rótulo, o que facilitaria sanções financeiras e a cooperação internacional. Por outro lado, o Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) argumenta que, segundo a legislação brasileira, esses grupos não se enquadram na definição de terrorismo ideológico.
Conforme a legislação, o terrorismo é caracterizado por atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia e religião. O governo de Donald Trump tem pressionado para que o PCC e o CV sejam classificados como terroristas.
Técnicos norte-americanos afirmam que essa mudança permitiria a aplicação de sanções econômicas mais rigorosas e o congelamento de ativos no sistema financeiro internacional.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



