Bolsas europeias fecham em queda pressionadas por liquidação em semicondutores e cautela com IA

Bolsas europeias fecham majoritariamente em baixa, com destaque para perdas de até 12,8% em empresas de semicondutores.

14/09/2026 15:23

3 min

Bolsas da Europa fecham em queda pressionadas por payroll dos EUA
Bolsas da Europa fecham em queda pressionadas por payroll dos EU...

As principais bolsas europeias fecharam majoritariamente em queda nesta segunda – feira (14), pressionadas por uma forte liquidação no setor de semicondutores. Os papéis do segmento despencaram após novos alertas de executivos sobre o ritmo de desenvolvimento da inteligência artificial (IA.

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A alta do petróleo, em meio à escalada de tensões no Oriente Médio, também pesou sobre o humor dos investidores, que já operam com cautela antes das decisões de juros nos Estados Unidos, no Reino Unido e no Japão.

Londres foi a exceção do dia. O índice FTSE 100 fechou em alta de 0,44%, aos 10.697,57 pontos, sustentado por ações de petroleiras, empresas de software e farmacêuticas. Já em Frankfurt, o DAX caiu 0,6%, para 25.415,06 pontos. O CAC 40, de Paris, recuou 0,76%, a 8.117,78 pontos.

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Milão teve a maior baixa: o FTSE MIB perdeu 1,68%, fechando a 51.628,77 pontos. Em Madri, o Ibex 35 cedeu 1,38%, para 19.565,50 pontos, e Lisboa viu o PSI 20 cair 1,52%, a 9.380,30 pontos. As cotações ainda são preliminares.

Pressão sobre chips e IA

O setor de semicondutores foi o mais penalizado do pregão. A Infineon recuou 7,9%, a STMicroelectronics caiu 6,8% e a ASML perdeu 6,2%. As baixas foram ainda mais intensas entre outras empresas do segmento: a Soitec despencou 12,8%, enquanto a Siltronic registrou perda de 9%.

A Siemens Energy também ficou sob forte pressão, com queda de 8,3%, por sua exposição ao mercado de data centers.

Estrategistas do Deutsche Bank avaliaram que os alertas recentes são “um dos sinais mais claros” de que existem limites para a velocidade com que os modelos de IA podem avançar de forma responsável. O presidente dos EUA, Donald Trump, por outro lado, se opôs às barreiras e classificou as críticas ao setor de tecnologia como uma “conspiração doentia”.

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Apesar da defesa, o subíndice de tecnologia do Stoxx 600 cedeu 2,1%.

Petróleo e cautela com juros

Em outra frente, a dirigente do Banco Central Europeu (BCE), Isabel Schnabel, classificou como “bastante preocupantes” os recentes movimentos dos preços de energia. A alta do petróleo, porém, beneficiou as petroleiras. A BP avançou 1,4% e a Shell subiu 0,9%.

Em Londres, o setor de software também se destacou: a Relx ganhou 5,2% e a Sage teve alta de 5,3%. A farmacêutica GSK subiu 4,7%, impulsionada por resultados positivos de um medicamento.

O mercado de bebidas também registrou ganhos. A Campari, em Milão, saltou 5,5%, e a Pernod Ricard, em Paris, subiu 3%. O movimento ocorreu depois que Donald Trump prometeu retirar a tarifa americana de 10% sobre o uísque irlandês. O Banco da Inglaterra (BoE) deve manter os juros na quinta – feira, enquanto o foco global se volta para a decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central norte – americano) na quarta – feira.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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