Trump cobra a China sobre o Estreito de Ormuz e põe encontro com Xi em risco
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, defendeu no domingo (15) uma intervenção chinesa para desbloquear o Estreito de Ormuz, condicionando sua viagem a Pequim, marcada para 31 de março, a uma demonstração de compromisso com a resolução do conflito.
Em entrevista, Trump afirmou que o encontro com o presidente chinês, Xi Jinping, poderia ser adiado caso o governo chinês não se envolvesse ativamente na situação.
A importância estratégica do estreito
O líder da Casa Branca ressaltou que a China seria uma das maiores beneficiadas com a liberação do estreito, considerando que “90% do seu petróleo provém do estreito”. Ele argumentou que é “justo” que os países que se beneficiam do estreito contribuam para garantir a segurança e evitar incidentes.
A região é crucial para o país asiático, sendo a origem de aproximadamente 40% das importações de petróleo da China.
O conflito no Oriente Médio e o bloqueio
Desde os primeiros dias da guerra entre EUA e Israel, iniciada em 28 de fevereiro, o Estreito de Ormuz tem sido palco de tensões. A região concentra cerca de 25% do fluxo comercial global de petróleo e seu bloqueio já provocou um aumento significativo no preço do barril da commodity.
O bloqueio é uma estratégia iraniana para pressionar os EUA a cessarem os ataques.
Posicionamento da China e pressões internacionais
A China tem mantido uma postura de distância do conflito no Oriente Médio, concentrando sua influência no campo diplomático, pressionando por um cessar-fogo e condenando as ações de ambos os lados. O governo chinês ainda não confirmou se pretende ajudar os EUA a liberar Ormuz ou se o encontro entre Xi e Trump pode ser adiado.
Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, destacou a importância estratégica da reunião entre os chefes de Estado.
Ameaças e a Otan
A pressão de Trump por apoio internacional para liberar o estreito se estende além da China. O presidente norte-americano expressou a preocupação com o futuro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN), alertando que a aliança militar, que inclui EUA, Canadá e 30 países europeus, enfrentará sérias dificuldades caso receba uma resposta negativa à sua solicitação de apoio militar no Oriente Médio.
Ele colocou em xeque o futuro da aliança caso a resposta seja considerada negativa.
Editoria:
Redação Clique Fatos
A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por checagens automáticas antes de publicar. Encontrou um erro? Escreva para conteudo@cliquefatos.com.br.