Trabalhos voltam para Refinaria Paulínia após acordo sindical
Trabalhos retomados na Refinaria Paulínia após acordo histórico entre sindicatos e empresas industriais do estado.
O acordo negociado pela categoria pôs fim ao intenso impasse nos bastidores industriais paulistas; a proposta foi aprovada pelos trabalhadores, encerrando os protestos marcados por episódios violentos contra seguranças privados e policiais à paisana.
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Acordos alcançados: reajustes salariais e benefícios. A negociação resultou no acerto do salário dos funcionários com um aumento de 7% para toda a categoria. Além disso, houve o crescimento da Participação nos Lucros e Resultados (PLR) em patamares significativos, totalizando mais de 7,14%.
Os trabalhos na Refinaria Paulínia foram retomados nesta quarta feira (1º), após uma paralisação iniciada em 1de junho.
Os ganhos não se limitaram ao vencimento mensal; foram conquistadas melhorias importantes na alimentação diária. O vale alimentação receberá agora um ajuste de 10%, assim como também será concedido dez por cento de elevação sobre os valores destinados aos custos matinais.
Outras conquistas incluem reajuste salarial retroativo desde 1º de maio, além do aumento para a cesta natalina no percentual de 6,5% definido pelos negociadores e o abono dos dias parados em função da greve.. Ficou acordado que nos 1dias úteis de paralisação haveria concessão de metade desses dias trabalháveis (abono), com compensação referente à outra parte restante.
O movimento sindical após semanas de tensão. A mobilização foi organizada pelo Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias da Construção e do Mobiliário de Campinas e Região (Sinticom). O protesto conseguiu atingir uma adesão robusta na categoria, representando cerca de 80% das pessoas envolvidas.
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Os trabalhadores reivindicavam melhorias significativas em suas condições laborais diárias e maior valorização profissional no setor industrial paulista.
No entanto, o período agitado também gerou denúncias graves sobre a violência. Tanto Sindipetro quanto Sinticom apontaram que operários foram alvos de ataques por parte de seguranças privados ou policiais à paisana durante os dias de paralisação; alguns dos agredidos ficaram hospitalizados após esses incidentes.
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O debate da terceirização nas grandes empresas. Apesar do desfecho positivo para as pautas trabalhistas na Refinaria Paulínia (Replan), especialistas viram neste episódio um reflexo das fragilidades estruturais e omissões no modelo atual. Segundo Magda Biavaschi, desembargadora aposentada pelo Tribunal Regional do Trabalho (TRT e pesquisadora pela Unicamp, a tensão vivida por 1dias dentro das portarias é o retrato de uma forma de trabalho que fragmenta deliberadamente os trabalhadores.
“A terceirização é altamente precarizadora tanto nas relações laborais quanto nas sociais”, explicou ela. Enquanto isso, Petrobras manteve seu posicionamento durante todo conflito: não teria responsabilidade direta sobre as questões trabalhistas enfrentadas pelas empresas contratantes em suas unidades operacionais na Refinaria Paulínia.