Movimentos populares mobilizam-se pela redução do trabalho no país

Movimentos populares intensificam pressão pela redução do trabalho com mobilizações nacionais e críticas à tramitação na CCJ.

30/06/2026 17:09

3 min

Manifestantes pedem fim da escala 6×1, em ato na capital fluminense.
Manifestantes pedem fim da escala 6×1, em ato na capital flumine...

Neste Dia Nacional de Mobilização pela Redução da Jornada de Trabalho, movimentos populares iniciaram manifestações em diversas cidades brasileiras nesta terça – feira (30). O foco das ruas é exigir o fim imediato da escala trabalhista 6×1.

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A mobilização ocorre enquanto tramita uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que visa diminuir a jornada semanal para apenas 40 horas semanais, garantindo dois dias livres por semana na lógica do regime 5×2. Para avançar e ser votado sobre seu texto final, ainda precisa passar pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ.

Mobilizações exigem avanço constitucional

As manifestações foram convocadas conjuntamente pelas frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, além das grandes organizações como Central Única dos Trabalhadores (CUT), Fórum das Centrais Sindicais e o movimento Vida Além do Trabalho (VAT). A CUT orienta que os participantes não se limitem aos atos nas ruas.

Segundo Raimundo Suzart, presidente da CUT – SP, a pressão deve incluir também um esforço junto à classe política. Em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato, ele afirmou: “A gente sabe que realmente o que vai pressionar é a manifestação das ruas.”

Manifestações ocorrem em várias capitais

As ações começaram pela manhã no Rio de Janeiro (RJ), Recife (PE) e João Pessoa (PB); na maioria dos municípios foi programado para acontecerem durante toda a tarde desta terça – feira.

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No estado do Rio de Janeiro, centenas de pessoas marcharam com faixas por quase duas horas, percorrendo cerca de 6 quilômetros. O trajeto incluiu trechos da Avenida Brasil. Presente neste protesto estava Rick Azevedo, vereador carioca que criou o VAT e é articulador nacional contra a escala 6×1.

Críticas políticas ao atraso legislativo

O ministro Guilherme Boulos criticou duramente os movimentos recentes feitos pelo parlamentar Davi Alcolumbre para protelar a aprovação da PEC em questão. “Não tem justificativa… pauta aprovada por mais de 70% da população brasileira estar parada numa gaveta,” declarou ele no programa Bom Dia Ministro (EBC.

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Boulos classificou ainda essa postura como um tipo de “terrorismo patronal”, alertando que há estudos comprovando benefícios na redução do tempo trabalhado. Segundo o ministro, passar a jornada laboral semanal das atuais 44 horas para apenas 36 poderia elevar cerca de 4% nos níveis de produtividade e gerar até quatro milhões e meio novos postos de trabalho no país.

Direitos trabalhistas em foco

Para Rick Azevedo, vereador carioca ativista contra os turnos exaustivos, esta virada semestral representa “momento crucial” para todos os trabalhadores brasileiros. Ele relembrou conquistas históricas da classe operária como férias remuneradas, licença – maternidade e décimo terceiro salário.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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