Torcedores iranianos-americanos em Los Angeles enfrentam dilemas emocionais na Copa do Mundo

Copa do Mundo: Torcedores iranianos-americanos divididos em Los Angeles
Na próxima semana, quando o Irã iniciar sua participação na Copa do Mundo em Los Angeles, o empresário iraniano-americano Ehsan Shafi estará nas arquibancadas apoiando o “Team Melli”. Para ele, essa é uma oportunidade única de ver a seleção que tanto admira em sua terra adotiva.
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No entanto, a situação é complexa, pois muitos torcedores, como Shafi, sentem uma mistura de emoção por ver a equipe no maior evento esportivo do mundo, raiva pela repressão de Teerã aos manifestantes e preocupação com os bombardeios de Washington.
Entrevistas da Reuters com torcedores iraniano-americanos em Los Angeles, que abriga a maior diáspora iraniana do mundo, revelam uma comunidade dividida. Enquanto alguns expressam orgulho pela identidade iraniana, outros rejeitam os governantes do país, levando muitos a refletir se devem assistir, comparecer ou se afastar do torneio. “Todos os jogadores desejam ter a chance de jogar na Copa do Mundo”, afirmou Shafi, de 46 anos, após uma partida pelo Arya FC, um clube amador iraniano-americano em Woodland Hills. “Estamos muito animados para ver nossa seleção nacional.”
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Apesar do entusiasmo, Shafi reconhece a tensão que permeia a situação. “É uma situação muito complicada”, disse ele. “Ninguém gosta de ver seu país sendo bombardeado. É muito complicado para o nosso povo.” A comunidade iraniana em Los Angeles, frequentemente chamada de “Teerangeles”, se estabeleceu ao longo dos anos, unida pelo “Team Melli”, que simboliza a conexão com o Irã, especialmente para aqueles que fugiram após a revolução de 1979.
O Irã enfrentará a Nova Zelândia e a Bélgica em Los Angeles nos dias 15 e 21 de junho, antes de seguir para Seattle para um jogo contra o Egito em 26 de junho. Shafi já garantiu seus ingressos e fala com entusiasmo sobre a chance de ver a equipe de perto.
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No entanto, esse sentimento não é compartilhado por todos. Shawn Rezaei, um colega de equipe do Arya FC e executivo de restaurante de 59 anos, decidiu não assistir aos jogos. Ele deixou o Irã durante a revolução e já acompanhou Copas do Mundo em diversos países, mas agora optou por boicotar o evento.
“Sou um torcedor fanático por futebol”, declarou Rezaei. “Mas desta vez, por causa da situação política, estou boicotando.” Ele havia solicitado ingressos, mas percebeu que não poderia apoiar a seleção enquanto se opõe às autoridades de Teerã. “Essa seleção não representa a nação”, afirmou. “Eles são basicamente um instrumento de propaganda do regime.”
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Autor(a):
Marcos Oliveira
Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.



