Tesouro aponta dívidas federais acima de R9 trilhões em maio

Tesouro aponta dívidas federais acima de R9 trilhões em maio, elevando preocupações sobre trajetória fiscal futura.

| Marcello Casal Jr/Agência Brasil

O endividamento público federal ultrapassou a marca de R 9 trilhões em maio, segundo dados divulgados pelo Tesouro Nacional no Relatório Mensal da Dívida Pública Federal nesta sexta – feira, dia 26 de junho de 2026.

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Em comparação com abril do mesmo ano, o estoque total saltou para os US 9,033 trilhões — um aumento nominal significativo que somou R 234,4 bilhões. Esse crescimento representa uma expansão percentual de 2,66% apenas neste mês e é resultado direto das emissões líquidas de títulos combinadas à incorporação dos juros ao saldo geral da dívida.

Dívida cresce em maio; componentes internos dominam

O Tesouro explicou a alta por meio de dois fatores principais: houve uma emissão líquida totalizada pela marca de R134,46 bilhões no período analisado, somada à positiva apropriação de Juro que atingiu os US 99,94 bilhões. No acumulado do ano até o momento (primeiro semestre), essa trajetória elevou a dívida federal em mais R 397,6 bilhões.

Esse aumento cumulativo corresponde a um crescimento robusto e atinge patamares equivalentes aos 4,6% desde o início dos trabalhos neste exercício financeiro de 2026. A composição desse endividamento mostra uma clara concentração nos títulos internos: enquanto a parte mobiliária interna avançou quase três por cento — chegando ao valor recorde de R 8,692 trilhões —, ela passa a representar impressionantes 96,23% do total da dívida pública nacional no mês passado.

Mix de emissões aponta domínio em taxas flutuáveis

Analisando os detalhes das operações realizadas somente durante maio, o Tesouro confirmou que foram emitidos US166,27 bilhões e realizados resgates (resgate) na ordem de R 31,81 bilhões. Essa diferença resultou exatamente nos R 134,46 bilhões considerados como a variação líquida dos títulos naquele período específico.

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A maior parte desse volume recém – emitido concentrouu – se em papéis atrelados à taxa flutuante; esses tipos representaram impressionantes 62,5% do total lançado no mês. Os prefixados seguiram com uma participação significativa — cerca de 26,6%, enquanto os corrigidos pela inflação compuseram o restante das emissões mensais (em torno de 10,8%.

Com esse aumento nas vendas desses diferentes perfis de papel, houve mudanças na proporção dentro da carteira: a fatia dos títulos indexados à taxa variável subiu para quase 49, bilhões%. Já as participações percentuais nos estoques mostraram que título fixado em taxas pré – determinadas aumentou sua relevância geral e recuaram ligeiramente aqueles atrelados exclusivamente ao índice oficial.

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Manutenção do prazo médio apesar do custo crescente. Apesar das variações no mix financeiro, os indicadores macroeconômicos permanecem sob controle. O relatório apontou uma redução natural no prazo médio de vencimento total da dívida — passando de um período estimado entre quatro anos e dez dois meses para apenas 4,07 anos —, embora a parcela dos títulos com liquidação nos próximos 12 meses tenha crescido consideravelmente em relação aos seus limites definidos pelo Plano Anual de Financiamento até o final de 2026.

Por fim, foi registrado que também houve elevação na taxa média acumulada do custo dessa dívida ao longo dos últimos 12 meses; ela subiu ligeiramente neste mês específico, saltando de 12,22% anual para os atuais 12,31%. Segundo informações oficiais da instituição financeira federal, esse aumento reflete diretamente um ambiente geral mantido por juros elevados e impacta as novas emissões feitas no mercado público.