Indústria brasileira registra receita líquida de R 5,3 trilhões em 2024, segundo IBGE

A concentração da receita líquida da indústria brasileira em 2024 evidencia a importância do setor petrolífero, que lidera com R 278,2 bilhões

24/06/2026 16:01

3 min

Bomba perto de reserva de petróleo bruto no campo de petróleo da Bacia do Permiano, perto de Midland, Texas, EUA, em 18 de fevereiro de 2025
Bomba perto de reserva de petróleo bruto no campo de petróleo da...

A receita líquida de vendas da indústria brasileira alcançou R 5,3 trilhões em 2024, conforme revelado pela Pesquisa Industrial Anual – Produto (PIA-Produto) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), divulgada na quarta-feira, 24.

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O estudo analisou mais de 42 mil unidades locais ligadas a aproximadamente 34,8 mil empresas, destacando a estrutura produtiva nacional através dos itens que mais contribuem para o faturamento.

Petróleo continua liderando o setor industrial

O petróleo manteve-se como o principal produto industrial do Brasil pelo terceiro ano consecutivo, gerando R 278,2 bilhões em receita líquida de vendas, o que corresponde a 5,3% do total. Na sequência, estão os produtos químicos com R159,5 bilhões (3% do total) e alimentos com R 149,8 bilhões (2,8% do total).

Outros produtos que se destacaram foram as carnes bovinas frescas ou refrigeradas, representando 2% da receita total e os combustíveis para diversos usos – exceto aviação – que contribuíram com 1,7% da arrecadação.

Os dados indicam uma concentração significativa da receita industrial em poucos itens. As dez principais categorias de produtos foram responsáveis por 20,9% da receita líquida de vendas em 2024. Essa constatação reforça a relevância dos setores petrolífero, mineral e alimentício na composição do faturamento da indústria nacional.

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Distribuição regional e sua influência no faturamento

No que diz respeito à distribuição regional das receitas industriais, a região Sudeste destacou-se ao concentrar 55,3% da receita líquida em 2024. O IBGE atribui essa predominância à presença das maiores bacias petrolíferas do país, além de refinarias e do quadrilátero ferrífero localizado em Minas Gerais.

Marcelo Miranda, gerente da pesquisa, apontou que apenas três produtos – óleo bruto de petróleo, óleo diesel e minério de ferro – responderam por 15,1% da receita total do Sudeste no ano passado.

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Miranda destacou: “O Sudeste possui três produtos principais dentre os 3,4 mil analisados: o óleo bruto de petróleo, o óleo diesel e o minério de ferro”. Dentro dessa região, os óleos brutos de petróleo representaram 9,2% da receita regional; o óleo diesel ficou com 3% e os minérios de ferro com 2,9%.

A região Sul ocupou a segunda posição na distribuição de receitas ao somar 20,5%, impulsionada pelo óleo diesel (3,3%), carnes e miudezas de aves congeladas (3%) e fertilizantes NPK (2,1%).

O Nordeste respondeu por uma parcela de 9,8% da receita industrial nacional. Os produtos que mais contribuíram foram o óleo diesel (4,5%) e a gasolina automotiva (3,1%). A região Norte teve uma participação menor com 7,4%, mas apresentou forte concentração na extração de minerais metálicos (18,2%), além das carnes bovinas (5,3%) e celulares (5,2%).

Por fim, o Centro-Oeste registrou uma participação de 6,9%, destacando-se pelos itens agroindustriais como carnes bovinas (11,4%), derivados da soja (6,1%) e etanol (5,6%).

Esses dados evidenciam a diversidade produtiva brasileira e a importância das diferentes regiões no cenário industrial nacional.

Autor(a):

Com uma carreira que começou como stylist, Sofia Martins traz uma perspectiva única para a cobertura de moda. Seus textos combinam análise de tendências, dicas práticas e reflexões sobre a relação entre estilo e sociedade contemporânea.

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