Terremotos na Venezuela são sentidos em Belém, Manaus, Boa Vista e Macapá

Os tremores na Venezuela geraram preocupação no Brasil, mas especialistas garantem que não há risco significativo para as capitais afetadas

Atualizado em

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Moradores relatam tremores na região Norte do país | Imagem gerada por inteligência artificial
Moradores relatam tremores na região Norte do país | Imagem gera...
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Os terremotos que atingiram a Venezuela na quarta-feira, 24 de junho de 2026, foram sentidos em pelo menos quatro capitais brasileiras. Segundo informações da Rede Sismográfica Brasileira (RSBR) e do Centro de Sismologia da Universidade de São Paulo (USP), tremores foram relatados em Belém (PA), Manaus (AM), Boa Vista (RR) e Macapá (AP), além de outras localidades nos respectivos estados.

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A possibilidade de réplicas do evento sísmico nas próximas semanas é uma preocupação para os especialistas.

Impacto da atividade sísmica

De acordo com Bruno Collaço, sismólogo do Centro de Sismologia da USP, apesar do alarme que esses tremores podem causar na população brasileira, a distância entre os países diminui as chances de danos significativos nas cidades brasileiras. “Embora a sensação seja desconfortável, não há risco real para a estrutura urbana nessas localidades”, afirmou Collaço.

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Ele destacou que, normalmente, sismos dessa magnitude podem gerar réplicas nos dias seguintes ao evento principal.

A RSBR monitora continuamente a atividade sísmica na região e informou que os tremores registrados são normais em áreas próximas a falhas geológicas. Esses fenômenos naturais são comuns e não necessariamente indicam um aumento de atividade sísmica em longo prazo.

O especialista ressaltou que é importante manter a calma e entender que os sistemas de monitoramento estão sempre alertas para qualquer mudança significativa.

Possíveis réplicas e orientações

As réplicas dos terremotos podem ocorrer em uma variedade de intensidades e frequências, mas geralmente são menos intensas do que o evento inicial. “É difícil prever exatamente quando ou como essas réplicas acontecerão, mas o histórico nos mostra que elas são uma possibilidade após um grande sismo”, explicou Collaço.

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O sismólogo orientou que as pessoas estejam atentas às recomendações das autoridades locais e mantenham-se informadas sobre as atualizações da situação.

Além disso, ele sugeriu que a população revise medidas de segurança em caso de novos tremores, como o reforço em estruturas e a preparação para evacuação se necessário. “A conscientização sobre o que fazer durante um terremoto pode ajudar a minimizar riscos e garantir a segurança das pessoas”, concluiu.

Com isso, as autoridades seguem monitorando a situação e orientando a população sobre as melhores práticas em situações de emergência relacionadas a atividades sísmicas. A comunidade científica permanece atenta às mudanças na atividade tectônica tanto na Venezuela quanto nas áreas adjacentes no Brasil.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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