Terremoto na Colômbia provoca alerta para atividade do vulcão Puracé após abalo sísmico

A Colômbia vive um momento crítico após um terremoto que atingiu o país na última segunda – feira (10). Além dos danos causados pelo tremor, a nação também passou a monitorar a atividade do vulcão Puracé, que começou a expelir cinzas e gases logo após o abalo sísmico.
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O analista de Clima e Meio Ambiente da CNN, Pedro Côrtes, explicou que o terremoto colombiano apresenta semelhanças com um recente ocorrido na Venezuela, embora envolva placas tectônicas diferentes. “Os dois terremotos tiveram magnitude similar, tanto na Venezuela quanto na Colômbia, só que profundidades diferentes”, detalhou Côrtes.
Comparação entre os terremotos
Enquanto o tremor na Venezuela ocorreu a uma profundidade de cerca de 10 quilômetros, o colombiano foi registrado a aproximadamente 110 quilômetros de profundidade. O especialista ressaltou que no caso da Venezuela, o impacto se deu entre a placa sul – americana e a placa do Caribe.
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Já o terremoto na Colômbia resultou da interação entre a placa sul – americana e a placa do Pacífico.
Após o tremor principal, a Colômbia também registrou uma réplica de magnitude 5 cerca de 45 minutos depois, conforme informações do Serviço Geológico Americano. “Muitos edifícios que tiveram sua estrutura danificada acabaram colapsando diante desse segundo tremor”, afirmou Côrtes.
A relação entre o terremoto e a atividade vulcânica
O analista explicou ainda como os fenômenos estão interligados. A movimentação da placa do Pacífico sob a placa sul – americana provoca fraturas nesta última, gerando os terremotos. Parte do material que se aprofunda derrete devido ao calor e retorna à superfície como magma, ativando os vulcões ao longo das falhas criadas pela colisão das placas. “É uma associação que pode efetivamente ocorrer”, destacou.
Côrtes lembrou que a costa da América do Sul integra o chamado cinturão de fogo, onde há muitos vulcões ativos devido à dinâmica das placas tectônicas. Sobre novos tremores dessa magnitude, ele confirmou que tais fenômenos acontecem “com certa frequência”.
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Vários países já realizam levantamentos sobre a periodicidade e duração dessas erupções.
Preocupações com novas réplicas
Além da preocupação com a atividade vulcânica, Côrtes alertou para os riscos associados às possíveis novas réplicas do terremoto. Os moradores das áreas afetadas temem que esses tremores adicionais possam causar mais danos às estruturas já fragilizadas pelo tremor principal, levando a novos desabamentos e perdas humanas.
A situação continua sendo monitorada pelas autoridades locais enquanto os cidadãos tentam lidar com as consequências deste evento devastador.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



