Tensão aumenta no Oriente Médio após troca de tiros entre EUA e Irã no Golfo Pérsico

Tensão no Oriente Médio após troca de tiros entre EUA e Irã
O cessar-fogo no Oriente Médio enfrenta um momento de tensão nesta terça-feira (5), após uma troca de tiros entre os Estados Unidos e o Irã no Golfo Pérsico, em meio a uma disputa pelo controle do Estreito de Ormuz. O presidente do parlamento iraniano, Mohammad Baqer Qalibaf, declarou em uma postagem nas redes sociais que as violações do cessar-fogo, que já dura quatro semanas, por parte dos EUA e seus aliados, ameaçam a navegação e o transporte de energia. “Estamos cientes de que a continuidade da situação atual é insuportável para os Estados Unidos, e ainda nem começamos”, afirmou ele.
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Na segunda-feira (4), o exército dos EUA informou que, além de mísseis de cruzeiro e drones, o presidente Donald Trump enviou a Marinha para escoltar petroleiros retidos no estreito, em uma operação denominada “Projeto Liberdade”. Essa importante via aquática, que transporta uma grande parte do petróleo, fertilizantes e outras mercadorias, está praticamente fechada desde que os EUA e Israel iniciaram ataques ao Irã em 28 de fevereiro, resultando em aumentos de preços globais.
Incidentes no Golfo Pérsico
Diversos navios mercantes no Golfo Pérsico relataram explosões ou incêndios na segunda-feira (4), e um porto petrolífero, que abriga uma grande base militar dos EUA, foi atingido por mísseis iranianos. A Guarda Revolucionária Islâmica do Irã efetivamente bloqueou o estreito, ameaçando com minas, drones, mísseis e lanchas de ataque rápido.
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O ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araqchi, afirmou que os eventos de segunda-feira demonstram que não há solução militar para a crise, enquanto as negociações mediadas pelo Paquistão estão em andamento.
As Forças Armadas dos EUA relataram que, com o apoio de destróieres de mísseis guiados, realizaram ações na região, mas não especificaram quando. O Irã negou que qualquer travessia tenha ocorrido, embora a empresa de navegação Maersk tenha confirmado que o navio Alliance Fairfax, de bandeira americana, saiu do Golfo sob escolta militar dos EUA na segunda-feira.
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O comandante das forças americanas na área afirmou que sua frota destruiu seis pequenas embarcações iranianas, o que foi negado pelo Irã.
Conflitos e ataques a navios
A mídia iraniana citou um comandante militar que alegou que as forças americanas atacaram duas pequenas embarcações comerciais, resultando na morte de cinco civis. O Irã também afirmou ter disparado contra um navio de guerra americano que se aproximava do estreito, forçando-o a recuar, embora autoridades iranianas tenham descrito os disparos como tiros de advertência.
A Reuters não conseguiu verificar de forma independente os eventos no estreito, uma vez que ambos os lados emitiram declarações contraditórias.
O navio HMM Namu sofreu uma explosão e um incêndio na casa de máquinas enquanto navegava no estreito, mas ninguém a bordo ficou ferido. Um porta-voz do governo informou que ainda não se sabe se o incêndio foi resultado de um ataque. Também na segunda-feira, a agência britânica de segurança marítima UKMTO relatou que dois navios foram atingidos na costa dos Emirados Árabes Unidos, e a companhia petrolífera ADNOC confirmou que um de seus petroleiros vazios foi atingido por drones iranianos.
Controle marítimo e escalada de tensões
As autoridades iranianas divulgaram um mapa que afirmam mostrar uma área marítima ampliada agora sob controle do Irã, estendendo-se além do estreito e incluindo longos trechos da costa dos Emirados Árabes Unidos. Após relatos de ataques com drones e mísseis nos Emirados Árabes Unidos, incluindo um que causou um incêndio em Fujairah, um importante porto petrolífero, as autoridades iranianas afirmaram que se reservam o direito de responder.
O mapa incluía Fujairah e outro porto, Khorfakkan, ambos localizados no Golfo de Omã, essenciais para os Emirados Árabes Unidos contornarem o estreito bloqueado.
A televisão estatal iraniana informou que autoridades militares confirmaram ter atacado os Emirados Árabes Unidos em resposta ao “aventureirismo militar dos EUA”. O conselheiro presidencial dos Emirados Árabes Unidos, Anwar Gargash, declarou que Abu Dhabi recebeu mensagens de solidariedade de aliados regionais e de outros países, que afirmam que o Irã é o agressor responsável pela escalada da crise no Golfo.
Negociações de paz estagnadas
A guerra no Oriente Médio resultou em milhares de mortes e impactou a economia global. Autoridades dos EUA e do Irã realizaram uma rodada de negociações de paz presenciais, mas as tentativas de novos encontros não tiveram sucesso. Trump afirmou que as ações visavam eliminar o que ele chamou de ameaças iminentes do Irã, citando seus programas nucleares e de mísseis balísticos, além de seu apoio ao Hamas e ao Hezbollah.
A mídia estatal iraniana informou no domingo que os EUA enviaram uma resposta a uma proposta, que o Irã estava analisando. Nenhuma das partes forneceu detalhes sobre a proposta, que adiaria as negociações sobre os programas de energia nuclear e pesquisa do Irã até que acordos para encerrar a guerra e sobre segurança marítima fossem firmados.
Trump mencionou que estava avaliando a proposta, mas que provavelmente a rejeitaria. As informações mais recentes da inteligência americana indicam danos limitados ao programa nuclear iraniano desde o início da guerra, segundo autoridades. Trump deseja confiscar os estoques de urânio enriquecido do Irã para evitar que o país desenvolva uma arma nuclear, o que o Irã nega estar tentando fazer.
Autor(a):
Lucas Almeida
Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.



