Tempestade solar de nível G1, o mais fraco de 5, pode chegar à Terra entre 6 e 7 de novembro

Uma corrente de partículas liberadas pelo Sol pode provocar uma tempestade geomagnética na Terra entre esta sexta-feira, 6, e o sábado, 7 de novembro. O alerta consta do boletim da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica dos Estados Unidos (NOAA), divulgado na quinta-feira, 5, e aponta possíveis interferências em operações de satélites, navegação e comunicações por rádio.
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O cenário mais provável é de um evento G1, o primeiro dos cinco níveis da escala de tempestades geomagnéticas. A agência admite ainda uma pequena chance de o fenômeno chegar à categoria G2 no sábado. Segundo o boletim, as perturbações tendem a ser mais fortes entre a noite de sexta-feira e o início de sábado, no horário de Brasília, e a intensidade estimada não aponta para quedas generalizadas de internet, telefonia celular ou energia.
De onde vem o material que causa a tempestade
O alerta se apoia sobretudo na chegada de um vento solar de alta velocidade, isto é, um fluxo de partículas carregadas que viaja pelo espaço. Essa massa nasce em um buraco coronal, uma área da atmosfera solar em que o arranjo magnético deixa as partículas escaparem com mais facilidade.
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Quando esse fluxo encontra o campo magnético terrestre, pode gerar a tempestade. A força do efeito depende, entre outros fatores, da velocidade do vento solar e do sentido do campo magnético que ele carrega. Na mesma época, a NOAA seguia uma ejeção de massa coronal, o lançamento de material solar para o espaço, registrada em 1º de novembro.
A agência chegou a considerar a possibilidade de o material passar de raspão pela Terra na quinta-feira, 5. Para sexta-feira e sábado, porém, o peso maior na previsão ficou com o vento solar.
Quais serviços podem sofrer interferências?
Operadores de satélites precisam ficar atentos às mudanças no ambiente espacial. Em G1, os efeitos previstos são limitados. Se a tempestade chegar a G2, equipamentos em órbita baixa podem sentir alterações no arrasto atmosférico e exigir ajustes operacionais.
O GPS também pode perder um pouco de precisão. A razão está na ionosfera, camada da atmosfera que influencia a propagação das ondas de rádio: quando ela se agita, o caminho dos sinais de navegação pode mudar. Mesmo assim, o boletim não fala em falha generalizada de aplicativos de mapas ou de serviços de localização.
Para quem usa celular, a orientação não envolve desligar o aparelho. O documento não prevê danos diretos aos equipamentos. Interferência em sistemas de navegação ou comunicação por satélite, diz o texto, não significa que as redes móveis vão cair.
Erupções de classe C e risco para o rádio
O monitoramento registrou duas erupções de classe C, em um período que a NOAA classifica como de atividade solar baixa. Uma delas partiu da região AR4566, que apresenta configuração magnética complexa.
No boletim de quinta-feira, 5, a agência previa a possibilidade de novas erupções de classe M até sábado, 7, e via uma pequena chance de eventos de classe X, os de maior intensidade. Enquanto a radiação de uma explosão solar atinge rapidamente as comunicações por rádio, a tempestade geomagnética depende da interação do material com o campo da Terra.
Para sexta-feira e sábado, o boletim estimava 35% de chance diária de eventos R1 ou R2, apagões de rádio que podem prejudicar transmissões de alta frequência no lado iluminado do planeta. A probabilidade de eventos R3 ou superiores ficava em 10% por dia. Esses números dizem respeito ao rádio e não indicam queda da telefonia celular. Nas imagens analisadas naquela atualização, a NOAA não tinha detectado novas ejeções de massa coronal dirigidas à Terra.
O Brasil deve sentir o impacto?
Os efeitos de uma tempestade geomagnética variam conforme a região. Áreas próximas aos polos magnéticos costumam ser mais sensíveis, inclusive em operações espaciais e em redes elétricas. No caso do Brasil, a previsão divulgada não aponta apagões generalizados de energia, internet ou telefonia.
Quem depende de navegação por satélite e de radiocomunicação pode acompanhar as atualizações da NOAA para checar possíveis interferências. O fenômeno também pode favorecer auroras em latitudes altas, provocadas pela colisão de partículas energéticas com gases da atmosfera.
O Centro de Previsão do Clima Espacial da NOAA revisa os boletins à medida que recebe dados sobre o vento solar, as regiões ativas do Sol e as condições do campo magnético terrestre.
Editoria:
Redação Economia
A Redação Economia reúne a cobertura do Clique Fatos sobre economia, negócios, mercado financeiro, agronegócio e finanças pessoais. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



