Tebet lidera disputa ao Senado em SP; com Haddad na lista, ministro passa à frente

A Real Time Big Data ouviu 2.000 eleitores no estado. Tebet aparece à frente na maioria dos cenários, e Haddad assume a liderança quando é incluído.

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Foto: Reprodução
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Uma pesquisa publicada nesta segunda-feira, 9 de março de 2026, revela um cenário interessante na disputa pelo Senado de São Paulo. Os resultados indicam que a ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet (MDB), lidera as intenções de voto na maioria dos cenários analisados.

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No entanto, quando o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), é incluído nas simulações, a liderança se desloca para ele.

O levantamento, conduzido pela Real Time Big Data, foi realizado entre os dias 6 e 7 de março de 2026, com a coleta de dados de 2.000 entrevistas abrangendo todo o estado de São Paulo. A pesquisa apresenta uma margem de erro de 2 pontos percentuais, tanto para cima quanto para baixo, e um nível de confiança de 95%.

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Considerações sobre a Média Proporcional dos Votos

Devido à possibilidade de eleitores escolherem dois candidatos no Senado, a pesquisa utiliza uma média proporcional entre o primeiro e o segundo voto. Isso significa que os resultados consolidados levam em conta a porcentagem de votos recebidos por cada candidato, considerando a ordem em que foram escolhidos pelos eleitores.

Análise dos Cenários sem Haddad

Nos cenários que não incluem a candidatura de Haddad, Simone Tebet se destaca como a principal candidata, com variações entre 16% e 22% nas intenções de voto. A ministra do Meio Ambiente e Mudança do Clima, Marina Silva (Rede), registra de 15% a 19%, enquanto o ex-secretário da Segurança Pública de São Paulo Guilherme Derrite (PP) aparece com 15% a 18%.

Impacto da Inclusão de Haddad

Quando Haddad é inserido na disputa, ele assume a liderança com cerca de 22% a 24% das intenções de voto. Nesse cenário, Tebet recua para aproximadamente 16%, enquanto Marina Silva e Guilherme Derrite mantêm uma faixa de 15%.

Outros candidatos, como Ricardo Salles (12% a 14%), Rodrigo Garcia (11% a 13%) e o coronel Mello Araújo (cerca de 11%), também apresentam resultados relevantes. A pesquisa demonstra a influência de figuras como Haddad na dinâmica das intenções de voto.

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Indecisão no Segundo Voto e Perfil dos Entrevistados

A pesquisa revela uma significativa indecisão entre os eleitores em relação ao segundo voto para o Senado. Enquanto 1% dos entrevistados não sabem em quem votar no primeiro voto, essa porcentagem sobe para 22% no segundo. O índice de votos brancos e nulos também aumenta de 2% para 11% do primeiro para o segundo voto.

Somados, esses dados indicam que mais de 30% do eleitorado ainda não definiu sua segunda escolha, o que mantém a disputa pela segunda vaga em aberto. A pesquisa também apresenta um perfil demográfico dos entrevistados, com 53% mulheres e 47% homens, 50% com ensino médio completo, 26% com ensino superior e 24% com ensino fundamental.

A maioria dos entrevistados (39%) declara renda entre 2 e 5 salários-mínimos, e a faixa etária mais representativa é entre 35 e 59 anos (47%), seguida por 29% com 60 anos ou mais e 24% entre 16 e 34 anos.

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