TCU aponta falhas no leilão de energia, mas não pede adiamento

Área técnica do TCU vê falhas nos preços-teto do leilão de reserva de capacidade, mas não recomenda suspender o certame

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Foto: Reprodução
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Tribunal de Contas da União aponta falhas no leilão de energia, mas não recomenda adiamento

Na segunda-feira, 16 de março de 2026, a área técnica do Tribunal de Contas da União (TCU) revelou inconsistências no planejamento do Leilão de Reserva de Capacidade, um processo considerado crucial para assegurar o fornecimento de energia elétrica no futuro.

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Apesar das fragilidades identificadas, o tribunal não recomendou a suspensão do leilão, marcado para quarta (18) e sexta-feira (20).

O parecer, emitido pela unidade especializada em energia do TCU, destaca problemas na metodologia adotada pela Empresa de Pesquisa Energética (EPE) na definição dos preços-teto. Esses valores, que estabelecem o limite máximo do investimento do governo, podem gerar distorções no mercado, elevando custos ou diminuindo o interesse de investidores.

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A EPE, por sua vez, ajustou os preços-teto com base em informações do Ministério de Minas e Energia, gerando insatisfação no setor.

Preços-teto e impacto no mercado

O mercado projetava preços de entre R$ 2,2 milhões e R$ 3,1 milhões por MW.ano para novas usinas e R$ 1,12 milhão/MW.ano para as existentes. No entanto, o governo estabeleceu valores inferiores, de R$ 1,6 milhão/MW.ano para novas usinas e R$ 1,12 milhão/MW.ano para as existentes, com a possibilidade de ajustes de até 80% nos preços.

Essa decisão gerou preocupações sobre a viabilidade dos projetos e a atratividade para investidores.

Falta de estudos e recomendações do tribunal

Além das questões relacionadas aos preços-teto, os técnicos do TCU apontaram a ausência de estudos que justificassem o financiamento da malha de transporte de gás natural através da tarifa de energia elétrica. Essa medida, segundo o tribunal, pode impactar diretamente a conta de luz dos consumidores, sem que haja estimativas claras sobre seus efeitos.

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Diante das ressalvas, o TCU recomendou não tomar medidas imediatas antes do leilão, para evitar insegurança regulatória e não comprometer o planejamento do setor elétrico.

Próximos passos e análise separada

O tribunal sugeriu que as falhas identificadas sejam analisadas em um processo separado, já em andamento, com o objetivo de aprimorar os próximos leilões. A avaliação é que uma suspensão do leilão poderia gerar incertezas e prejudicar o planejamento do setor elétrico.

A análise detalhada das falhas permitirá que o TCU acompanhe de perto a execução do leilão e assegure que as melhores práticas sejam adotadas.

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