Mesmo com Câmara e Senado nas mãos dos democratas, tarifaço de Trump não é revogado

A derrota de Donald Trump nas eleições legislativas dos Estados Unidos pode não trazer o alívio comercial que países atingidos pelo tarifaço esperavam. Mesmo com o controle da Câmara dos Representantes e do Senado nas mãos dos democratas, as tarifas do presidente não são revogadas automaticamente.
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Para o Brasil, o resultado das urnas coincide com a expectativa de uma nova rodada de negociações comerciais. O principal entrave, porém, está na divisão de poder em Washington, e não apenas na troca de maioria.
O que os democratas podem fazer no Congresso
Com a maioria, a oposição poderá abrir investigações, convocar integrantes do governo e aprovar propostas para limitar medidas tarifárias. A nova maioria também pode ampliar a fiscalização sobre isenções concedidas pela Casa Branca e cobrar mais transparência nos acordos comerciais.
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Trump, no entanto, mantém o poder de vetar essas iniciativas. Sem votos suficientes para derrubar um veto presidencial, a oposição terá dificuldade para impor mudança efetiva na política comercial americana. Especialistas ouvidos pela Reuters avaliam que o presidente segue com instrumentos executivos para sustentar boa parte de sua agenda protecionista.
Brasília aguarda proposta formal de Washington
O cenário ganha peso no momento em que Brasília espera uma proposta formal dos Estados Unidos sobre o tarifaço. O ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Márcio Elias Rosa, afirmou na terça-feira, 3, que o documento deverá ser encaminhado entre a semana atual e a seguinte.
A expectativa é que os americanos indiquem os setores em que buscam concessões comerciais. Com essa definição, o governo brasileiro poderá apresentar uma contraproposta. O próprio Elias Rosa disse que o resultado eleitoral não muda o rumo das conversas entre os dois países.
Tarifas adicionais atingem 3.985 produtos
As medidas mais recentes do governo Trump alcançam milhares de itens brasileiros e incluem sobretaxas de 25% e 12,5%, aplicadas com justificativas diferentes. Segundo a Confederação Nacional da Indústria, as duas rodadas atingem ao mesmo tempo 3.985 produtos, o equivalente a 10,8 bilhões de dólares em exportações brasileiras.
Enquanto essas barreiras seguirem em vigor, as empresas exportadoras continuam sob pressão. Para o governo Lula, o desafio é negociar com um presidente americano politicamente enfraquecido, mas ainda com as principais ferramentas de sua política comercial.
A derrota republicana pode aumentar a pressão interna contra o tarifaço, sem provocar, necessariamente, uma redução imediata das barreiras enfrentadas pelo Brasil.
Editoria:
Redação Internacional
A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].



