Tânia Andrade Lima: polícia prende suspeito de vigiar banco antes de assalto no Leblon
A Polícia Civil do Rio de Janeiro prendeu na quinta-feira (22), no bairro de Benfica, na Zona Norte do Rio, um suspeito de participar do assalto em que a arqueóloga Tânia Andrade Lima, de 81 anos, foi baleada. O crime ocorreu na quinta-feira (15), logo depois que ela saiu de um banco.
Segundo as autoridades, o preso tinha a função de vigiar vítimas e passar informações aos comparsas. Ele foi identificado em pelo menos cinco assaltos.
Suspeito vigiava agências para escolher vítimas
De acordo com a investigação, o homem ficava de olho nas agências bancárias para descobrir quem sacava dinheiro. Depois, avisava os outros integrantes do grupo, que abordavam as vítimas assim que elas deixavam os bancos.
A apuração da Polícia Civil apontou um padrão de atuação que se repetia em diferentes crimes. A quadrilha é investigada por uma série de roubos cometidos em várias regiões da cidade.
Em março deste ano, num assalto no Recreio dos Bandeirantes, o suspeito foi flagrado dentro de uma agência observando uma vítima. Ele chegou a fotografá-la e mandou a imagem para os comparsas.
Já em agosto, integrantes do grupo foram identificados em pelo menos quatro assaltos em Copacabana, no Flamengo e na Barra da Tijuca. A polícia segue com as investigações para chegar aos demais membros da quadrilha.
Arqueóloga foi atingida por três tiros no Leblon
Tânia Andrade Lima foi atacada na tarde de quinta-feira (15), na rua General Venâncio Flores, no Leblon, Zona Sul do Rio. Câmeras de segurança registraram o momento em que ela caminhava até o carro e foi abordada por um criminoso, que a derrubou, a agrediu e atirou antes de fugir com sua bolsa.
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Ela levou três disparos. Dois atingiram de raspão a mão e o braço; o terceiro acertou a região da nuca, onde a bala ficou alojada.
Agentes da Operação Segurança Presente socorreram a arqueóloga e a levaram ao Hospital Municipal Miguel Couto, na Gávea. Segundo a direção da unidade, os ferimentos no pescoço e no ombro não eram graves, mas a lesão na mão pedia mais cuidados.
Em nota, a Secretaria Municipal de Saúde (SMS) informou que Tânia deixou o hospital com familiares, que decidiram transferi-la para uma unidade conveniada ao plano de saúde dela.
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