Suspeito de ataque em Berlim durante evento Pride é morto em operação policial

O ataque em Berlim durante o evento Pride gerou uma onda de condenação e promessas de reforço à segurança para proteger a comunidade LGBTQ+.

3 min

Um carro avançou contra uma multidão nas proximidades das celebrações da Parada do Orgulho LGBTQIA+ de Berlim na noite deste sábado (25), deixando várias pessoas feridas, informou a polícia da cidade | Foto: Reprodução

Um ataque durante o evento Pride em Berlim, no sábado (25), deixou uma pessoa morta e quase trinta feridas; o suspeito foi morto em uma operação policial neste domingo (26). O incidente aconteceu no parque Tiergarten, onde milhares de pessoas se reuniram para celebrar a diversidade.

A polícia de Berlim confirmou que o agressor usou um facão para atacar as vítimas antes de ser baleado pelas autoridades.

O ministro do Interior da Alemanha, Alexander Donbrindt, classificou o ataque como um ato islâmico. Ele detalhou que 29 pessoas ficaram feridas ou gravemente feridas, além da vítima fatal. O suspeito foi identificado como Abdul B., um alemão de origem libanesa nascido em 2005, conhecido pela polícia por sua ligação com círculos islâmicos em Berlim.

Detalhes do ataque

O ataque ocorreu na noite de sábado (25), quando uma van atingiu várias pessoas no parque, pouco antes das 22h. Testemunhas relataram ter ouvido “um estrondo” seguido por gritos e confusão enquanto a festa acontecia. “A princípio, não conseguimos perceber quais eram os gritos”, contou uma testemunha ocular. “Só percebemos o que estava acontecendo mais tarde, quando a polícia chegou com metralhadoras.”

A situação rapidamente se transformou em um caos, com ambulâncias e bombeiros atendendo as vítimas enquanto a polícia pedia que as pessoas deixassem o local imediatamente. A equipe policial iniciou uma busca intensiva por possíveis suspeitos e declarou que algumas pessoas poderiam ter saído do veículo após o atropelamento.

Reações e apoio à comunidade LGBTQ+

O chanceler alemão Friedrich Merz condenou o ato como um “ato hediondo” e enfatizou que é um ataque à sociedade alemã. Em suas declarações, ele prometeu que haveria consequências e reforçou a necessidade de defender a liberdade e a tolerância na Alemanha. “Vamos pensar nas consequências, vamos defender a nossa liberdade”, afirmou Merz.

Alfonso Pantisano, comissário dos assuntos LGBTQ do governo de Berlim, expressou apoio à comunidade em seu Instagram: “Eu sei que muitos estão com medo agora… Mas vocês não estão sozinhos”.

Leia também

O prefeito de Berlim, Kai Wegner, expressou seu choque diante da brutalidade do ataque após um desfile pacífico. Ele ressaltou que “Berlim é a cidade da liberdade – e nossa liberdade foi atacada da maneira mais horrível hoje”. Além disso, uma linha direta de crise foi ativada para ajudar aqueles que se perderam de amigos ou familiares durante o evento.

A segurança foi reforçada na cidade desde sábado, com mais de 2.200 policiais mobilizados para proteger o desfile do Orgulho e outros eventos relacionados à comunidade LGBTQ+. A investigação sobre o ataque será conduzida com rigor pelas autoridades locais.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido com base na fonte original.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para contato@cliquefatos.com.br.