Surto de Ebola no Leste da República Democrática do Congo gera alarme e mortes crescentes

Um surto alarmante de Ebola no Leste da República Democrática do Congo já causou 131 mortes. A OMS alerta para a rápida propagação do vírus. Saiba mais!

19/05/2026 14:51

3 min

Surto de Ebola no Leste da República Democrática do Congo gera alarme e mortes crescentes
(Imagem de reprodução da internet).

Surto de Ebola no Leste da República Democrática do Congo

Autoridades informaram que, nas últimas 24 horas, foram registradas pelo menos 26 mortes suspeitas por Ebola no leste da República Democrática do Congo. O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) expressou preocupação com a propagação do surto.

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Com as novas mortes, o total de óbitos associados ao surto chega a 131. Atualmente, há 516 casos suspeitos e 33 confirmados no país, além de dois casos confirmados em Uganda, nação vizinha.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou o surto da rara cepa Bundibugyo do vírus no último sábado, sendo a primeira vez que um chefe da OMS faz tal declaração antes de convocar um comitê de emergência. O surto tem gerado alarme entre especialistas, pois se espalhou por semanas sem ser detectado em uma área densamente povoada e marcada pela violência armada.

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Casos Confirmados e Restrições na Fronteira

Butembo, uma cidade com centenas de milhares de habitantes, registrou seus dois primeiros casos confirmados na segunda-feira (18), conforme relatado por Jean-Jacques Muyembe, diretor do Instituto Nacional de Pesquisa Biomédica (INRB) do Congo. As autoridades de Uganda começaram a restringir a circulação na fronteira entre Ishasha e Kyeshero, embora a fronteira não tenha sido formalmente fechada.

Congoleses tentando cruzar para Ruanda pelas cidades de Goma e Bukavu estão sendo impedidos na fronteira.

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A OMS havia solicitado que os países não fechassem suas fronteiras, alertando que isso poderia resultar em travessias informais não monitoradas. O Ebola, que se espalha por contato direto com fluidos corporais de pessoas ou animais infectados, apresenta uma taxa de mortalidade média de cerca de 50%, segundo a OMS.

Preocupações com a Detecção e Resposta ao Surto

Durante uma reunião da Assembleia Mundial da Saúde em Genebra, Tedros expressou sua profunda preocupação com a escala e a velocidade da epidemia. A representante da OMS na República Democrática do Congo, Anne Ancia, destacou que a identificação de casos está sendo dificultada pela capacidade limitada de diagnóstico para a cepa Bundibugyo, com apenas seis testes possíveis por hora.

Especialistas apontam que os atrasos na detecção do surto revelam lacunas na preparação, especialmente após cortes nos investimentos dos Estados Unidos e de outros grandes doadores para o financiamento da saúde global. Um americano testou positivo para Ebola, conforme informou o CDC (Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) na segunda-feira (18).

O indivíduo, identificado como Dr. Peter Stafford, e outros seis americanos expostos ao vírus foram transferidos para a Alemanha para tratamento.

Restrições de Viagem e Desenvolvimento de Tratamentos

Washington suspendeu a entrada de viajantes que estiveram na República Democrática do Congo, Uganda ou Sudão do Sul nos últimos 21 dias, com algumas exceções, por um período de 30 dias, e recomendou que os americanos evitem viajar para esses países.

O Africa CDC, principal agência de saúde do continente, alertou que tais restrições podem prejudicar as economias e complicar as operações humanitárias.

Ao contrário da cepa Zaire, mais comum, não existem terapias ou vacinas específicas aprovadas para a cepa Bundibugyo. Os EUA, que mobilizaram inicialmente US$ 13 milhões para responder ao surto, estão desenvolvendo uma terapia com anticorpos monoclonais como possível tratamento.

Um painel de especialistas da OMS se reuniu para discutir opções de vacinas, e a Ervebo, da Merck & Co., foi mencionada como uma das candidatas, embora leve dois meses para estar disponível.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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