Surto de Ebola no Congo pode ser o mais grave da história, alerta Jean Kaseya

A epidemia de Ebola no Congo, com mais de 800 casos e 192 mortes, pode exigir bilhões em financiamento para contenção e controle eficaz

16/06/2026 19:01

2 min

Surto de Ebola no Congo pode ser o mais grave da história, alerta Jean Kaseya
(Imagem de reprodução da internet).

Surto de Ebola no Congo pode ser o pior da história, alerta chefe de saúde africano

Jean Kaseya, diretor-geral do Centro Africano de Controle e Prevenção de Doenças (África CDC), alertou nesta terça-feira (16) que o surto de Ebola no Congo pode ser o mais grave já registrado. Ele destacou que a contenção da epidemia poderá custar bilhões de dólares se falhas na resposta não forem corrigidas rapidamente.

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Até o momento, foram relatados mais de 800 casos da cepa Bundibugyo, com 192 mortes.

A doença, que se espalha rapidamente por três províncias da República Democrática do Congo, é transmitida por fluidos corporais, mesmo após a morte. Kaseya fez suas declarações durante uma reunião virtual com chefes de Estado africanos e doadores no Burundi.

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Ele comparou a situação atual ao surto que ocorreu na Guiné, Libéria e Serra Leoa entre 2014 e 2016, que resultou em mais de 11.000 mortes.

Financiamento insuficiente e aumento das necessidades

O presidente do Burundi, Evariste Ndayishimiye, informou que dos 518 milhões de dólares necessários nos próximos seis meses, apenas uma fração foi recebida, totalizando menos de 100 milhões de dólares. Kaseya alertou que, se o financiamento não for garantido nas próximas quatro semanas, o valor necessário poderá aumentar para cerca de 1,5 bilhão de dólares, podendo chegar a 7,5 bilhões em caso de atrasos.

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Desafios na resposta ao surto

Bruno Michon, gerente de operações da Federação Internacional das Sociedades da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho, afirmou que a epidemia ainda não atingiu seu pico e que pode levar um ano para ser controlada. Ele destacou a resistência da comunidade às medidas de higiene e a falta de informações sobre a verdadeira dimensão do surto, mais de um mês após sua declaração.

As equipes de sepultamento enfrentam desafios significativos, incluindo abusos verbais e ameaças. Os enterros tradicionais, que não seguem as diretrizes de segurança, são um dos principais fatores de transmissão do vírus. Kaseya também mencionou a escassez de recursos para rastrear contatos dos casos confirmados, com apenas 12% da população sendo monitorada.

Apelo por apoio internacional

Os trabalhadores humanitários ressaltaram que o apoio ao surto atual é inferior ao de surtos anteriores. O representante dos EUA afirmou que o país foi o doador mais rápido e generoso, pedindo que outras nações contribuíssem. África do Sul, China, Alemanha e França também se comprometeram a oferecer mais apoio durante a reunião.

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Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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