STM mantém condenação de dois réus pelo desvio de armas do Arsenal de Guerra de São Paulo

O tribunal confirmou por unanimidade as penas de 18 anos de Altoniel Almeida e Cláudio Ferreira; duas metralhadoras .50 seguem desaparecidas.

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Foto: Reprodução

STM Mantém Condenação por Desvio de Armas

O Superior Tribunal Militar decidiu na sexta-feira (5) manter a condenação de Altoniel Salvador Almeida e Cláudio Aldo Ferreira, acusados de envolvimento no desvio de 22 armas do Arsenal de Guerra de São Paulo. A sentença original, de 18 anos de prisão por comércio ilegal de armas de uso restrito, foi confirmada por unanimidade, mesmo com o recurso dos réus.

O furto ocorreu durante o feriado da Independência. A investigação revelou que dois cabos do Exército, aproveitando a ausência de expediente, arrombaram um depósito e subtraíram 21 metralhadoras e um fuzil, utilizando uma caminhonete da corporação.

O Ministério Público Militar detalhou que Cláudio Ferreira esteve envolvido na conferência e embalagem das armas, destinadas a facções criminosas. A acusação foi fortalecida por uma perícia fonética que identificou sua voz em vídeos com a exibição dos armamentos.

Altoniel Almeida, conhecido como “Atani”, teria atuado como intermediário na venda de quatro metralhadoras calibre .50, indicando um comprador clandestino no Mato Grosso do Sul e recebendo R$ 10.000 pela negociação. Além dos dois homens, o tribunal também condenou outros quatro militares e cinco civis por envolvimento no furto e na comercialização das armas.

De um total de 22 armamentos desviados, 20 já foram recuperados pelas polícias de São Paulo e do Rio de Janeiro. Duas metralhadoras calibre .50 ainda estão desaparecidas. As defesas de Almeida e Ferreira contestam a acusação, negando a participação no esquema e solicitando a anulação do processo por falta de provas.

Atualização em 30/10/2026: o texto foi corrigido.

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