Soldado do Exército é denunciado por atear fogo em morador de rua no Rio

Soldado do Exército é denunciado por atear fogo em morador de rua no Rio; crime foi transmitido ao vivo e julgamento ocorre em 2027.

08/10/2026 05:21

2 min

Imagem mostra momento em que homem tenta atear fogo em morador de rua
Imagem mostra momento em que homem tenta atear fogo em morador d...
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O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou à Justiça o soldado do Exército Miguel Felipe dos Santos Guimarães da Silva por tentativa de homicídio, associação criminosa e corrupção de menores. O crime ocorreu contra um homem em situação de rua, em Jacarepaguá, na zona Oeste do Rio.

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O ataque aconteceu em 19 de fevereiro, na Avenida Geremário Dantas, no bairro do Pechincha. De acordo com a denúncia, Miguel, um adolescente e outros dois homens ainda não identificados atiraram dois coquetéis molotov contra a vítima, que dormia na calçada naquele momento.

Transmissão ao vivo e motivação do crime

Após ser atingido e ficar com o corpo em chamas, o homem conseguiu buscar ajuda. Os suspeitos fugiram do local. Segundo o MPRJ, toda a ação foi transmitida em tempo real pela internet. A Promotoria afirma que o crime teria sido cometido por motivo fútil e mediante promessa de recompensa.

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Conforme a denúncia, Miguel e o adolescente receberiam R 2.500 cada pela participação no ataque. O valor seria o pagamento pela execução do crime contra a vítima em situação de rua. Além da denúncia, o MPRJ pediu a prisão preventiva do soldado.

O pedido de prisão foi fundamentado, segundo o órgão, na gravidade dos fatos, no comportamento violento atribuído ao acusado e na existência de antecedentes criminais. A Justiça acatou o pedido e manteve a prisão preventiva de ambos os investigados.

Decisão judicial e julgamento marcado

A 4ª Vara Criminal da Capital decidiu pela pronúncia dos dois acusados. Com essa decisão, o caso seguirá para julgamento pelo Tribunal do Júri. A Justiça manteve a prisão preventiva de Miguel e do adolescente, que continuam detidos enquanto aguardam o julgamento.

O julgamento está marcado para 3 de março de 2027. A data foi definida pela 4ª Vara Criminal da Capital, que considerou a complexidade do caso e a necessidade de garantir a presença dos acusados. O soldado do Exército responde pelos crimes de tentativa de homicídio, associação criminosa e corrupção de menores.

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O caso gerou repercussão na região de Jacarepaguá, onde o ataque ocorreu. Moradores do bairro do Pechincha relataram medo após o episódio violento contra a vítima em situação de rua. A denúncia do MPRJ destaca a futilidade do motivo e a promessa de recompensa como agravantes do crime.

Marcos Oliveira é um veterano na cobertura política, com mais de 15 anos de atuação em veículos renomados. Formado pela Universidade de Brasília, ele se especializou em análise política e jornalismo investigativo. Marcos é reconhecido por suas reportagens incisivas e comprometidas com a verdade.

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