Socorristas do exército do Nepal usam botes para buscar trabalhadores em túnel inundado

Uma equipe de resgate do exército do Nepal entrou nesta quinta – feira (3) em um túnel inundado de um projeto hidrelétrico para tentar localizar trabalhadores presos. Os socorristas usaram botes infláveis, remos e lanternas para avançar pelo espaço estreito, enquanto milhares de pessoas continuam desaparecidas após a catástrofe da semana passada.
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As buscas ocorrem com apoio de especialistas da Índia, da Coreia do Sul e da China. Um oficial do exército, que falou sob condição de anonimato por não estar autorizado a se pronunciar à imprensa, informou que pelo menos 900 pessoas são consideradas presas em túneis ligados a projetos hidrelétricos.
Resgate avança por túnel inundado
Imagens divulgadas pelo exército do Nepal mostram os integrantes da equipe de emergência navegando com botes infláveis pelo túnel. O trajeto é estreito, e os socorristas utilizam remos para se deslocar pela água.
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As lanternas são usadas para orientar a equipe durante o avanço no interior da estrutura. A operação busca alcançar trabalhadores que ficaram retidos depois que os túneis foram atingidos pela inundação.
O trabalho conta com profissionais de três países: Índia, Coreia do Sul e China. A participação dos especialistas ocorre enquanto as equipes nepalesas tentam localizar pessoas em diferentes túneis associados a projetos hidrelétricos.
A dimensão da operação está ligada ao número de pessoas que ainda podem estar presas nesses locais. De acordo com o oficial do exército, as buscas continuam em relação a pelo menos 900 pessoas.
Desaparecidos chegam a 5.083 no Nepal
O número de pessoas desaparecidas no Nepal após as inundações fatais da semana passada chegou a 5.083. A informação foi divulgada nesta quinta – feira pela NDRRMA (Autoridade Nacional de Gestão e Redução de Riscos de Desastres.
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A atualização representa um aumento de 7 em relação ao comunicado publicado pela autoridade mais cedo nesta quinta – feira. O novo balanço foi apresentado enquanto as equipes ainda trabalham nas áreas atingidas pelas enchentes.
O colapso de uma geleira em 26 de agosto provocou uma enxurrada de gelo, rochas e lama na região de fronteira do Nepal com a China. A força do material destruiu assentamentos e vilarejos, deixando poucas casas de pé e intactas.
Estimativa aponta milhares de vítimas
Dharma Raj Upreti, chefe da NDRRMA, afirmou à Reuters que as estimativas preliminares indicam 7.500, “seja levadas pela correnteza ou soterradas sob escombros e lama”. A declaração foi dada durante a atualização sobre os efeitos da catástrofe.
O número reúne pessoas levadas pela correnteza e outras que podem estar soterradas sob escombros e lama. As equipes seguem concentradas na localização dos desaparecidos, inclusive nos túneis inundados ligados aos projetos hidrelétricos.
Enquanto o balanço oficial registra 5.083 desaparecidos, o chefe da NDRRMA mencionou uma estimativa preliminar de 7.500. As buscas continuam no Nepal após a enxurrada provocada pelo colapso da geleira em 26 de agosto.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



