Vazamento expôs 58 mil câmeras do Smart Sampa por 11 meses, e Prefeitura não notificou ANPD

Servidor afastado teria divulgado logins, senhas e dados de 6 mil agentes; LGPD exige aviso em três dias úteis, mas órgão público não pode ser multado.

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Central de monitoramento do programa Smart Sampa
Central de monitoramento do programa Smart Sampa

A Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) afirmou que a Prefeitura de São Paulo ainda não comunicou oficialmente o vazamento de dados do Smart Sampa, sistema que monitora a capital paulista por câmeras. Informações sigilosas de mais de 58 mil câmeras ficaram expostas na internet por cerca de 11 meses.

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O caso veio à tona em reportagem do UOL e foi confirmado pela CNN. Em um repositório on-line, estavam disponíveis logins e senhas, dados do sistema e até instruções para reproduzir o acesso ao Smart Sampa em qualquer celular ou computador. Também vazaram informações de mais de 6 mil agentes de segurança.

Servidor municipal divulgou os dados, diz prefeitura

A Prefeitura de São Paulo confirmou que um servidor municipal fez a divulgação ilegal do material. Ele foi afastado e é investigado pela Corregedoria da Guarda Civil Metropolitana.

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A gestão municipal, porém, nega que a plataforma tenha sofrido falha de segurança. Segundo a prefeitura, o conteúdo já foi retirado do ar.

A administração também sustenta que o Smart Sampa é fiscalizado pelo Tribunal de Contas do município e tem apoio de uma consultoria especializada em governança e privacidade. O sistema reúne imagens de câmeras de toda a cidade e usa reconhecimento facial para ajudar a identificar pessoas procuradas pela Justiça e a localizar desaparecidos.

LGPD exige aviso em até três dias úteis

A Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) determina que, quando um incidente pode gerar risco ou dano relevante aos envolvidos, o responsável pelos dados avise a ANPD em até três dias úteis após tomar conhecimento do problema. A prefeitura estava sujeita ao mesmo prazo e, de acordo com a agência, não cumpriu a obrigação.

A ANPD diz que acompanha o episódio. O órgão pode exigir medidas para reduzir riscos, orientar a população sobre o incidente e monitorar a contenção do vazamento.

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Como a prefeitura é um órgão público, a agência esclarece que não cabe aplicação de multa nesse caso.

Entidades pedem investigação e MP analisa o caso

Uma coalizão de entidades pediu formalmente que a ANPD investigue o episódio e abra procedimento contra a Prefeitura de São Paulo e a empresa responsável pela tecnologia do Smart Sampa.

O Ministério Público de São Paulo, por sua vez, avalia se há indícios suficientes para abrir uma investigação sobre o vazamento.

A Redação Clique Fatos assina a cobertura geral do portal. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de fontes identificadas (órgãos oficiais, agências e veículos de imprensa) e passam por revisão editorial, sob responsabilidade do editor Aron Medeiros. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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