Setor manufatureiro dos EUA cresce em junho, mas empregos atingem menor nível em seis anos

A atividade do setor manufatureiro nos Estados Unidos registrou crescimento em junho de 2026, impulsionada pela antecipação das empresas a uma possível escassez e ao aumento dos preços. No entanto, o número de empregos na indústria atingiu seu menor patamar em seis anos, refletindo os crescentes custos operacionais decorrentes do conflito no Oriente Médio.
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Segundo a S&P Global, o Índice de Gerentes de Compras (PMI) preliminar para o setor manufatureiro subiu para 55,7 em junho, o maior nível desde maio de 2022, comparado aos 55,1 registrados no mês anterior.
Crescimento do PMI e Expectativas do Mercado
Um PMI acima de 50 indica expansão no setor manufatureiro, que representa 9,4% da economia americana. Economistas consultados pela Reuters esperavam uma queda desse índice para 54,8, portanto o resultado superou as expectativas do mercado. Além disso, o PMI preliminar do setor de serviços também apresentou crescimento, passando de 50,7 em maio para 51,3 em junho.
Isso resultou em um aumento do PMI Composto dos EUA de 51,5 para 52,2 neste último mês.
O crescimento no setor de serviços foi parcialmente atribuído à Copa do Mundo que ocorre nos Estados Unidos, Canadá e México. O evento esportivo parece ter gerado um impacto positivo nas atividades comerciais e no consumo.
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Desafios e Demissões no Setor Manufatureiro
Apesar do crescimento em várias áreas da economia, o setor manufatureiro enfrenta desafios significativos. A S&P Global observou que as demissões estão se intensificando devido a preocupações com as perspectivas econômicas e ao aumento das despesas gerais, especialmente relacionadas aos preços das matérias-primas.
O índice de emprego no setor manufatureiro caiu para 47,0, marcando seu nível mais baixo desde maio de 2020 e uma queda acentuada em relação aos 51,6 registrados em maio.
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A situação delicada foi corroborada pelo vice-presidente JD Vance, que afirmou na segunda-feira (22) que as negociações com representantes iranianos na Suíça estabeleceram uma “boa base” para um acordo definitivo de paz. No entanto, ele reconheceu que as tensões persistem em regiões como o Estreito de Ormuz e o Líbano.
Enquanto há esperanças de um futuro mais estável nas relações internacionais que possam beneficiar a confiança empresarial, os desafios econômicos internos continuam a pressionar o setor industrial. A combinação desses fatores levanta questões sobre como as empresas poderão se adaptar à nova realidade econômica e quais medidas serão necessárias para estimular a recuperação do emprego nesse segmento crucial da economia americana.
Autor(a):
Júlia Mendes
Apaixonada por cinema, música e literatura, Júlia Mendes é formada em Jornalismo pela Universidade Federal de São Paulo. Com uma década de experiência, ela já entrevistou artistas de renome e cobriu grandes festivais internacionais. Quando não está escrevendo, Júlia é vista em mostras de cinema ou explorando novas bandas independentes.



