Setor Apícola Brasileiro Alerta sobre Risco de Sobretaxa de 25% dos EUA ao Mel Nacional

Setor apícola brasileiro em alerta com proposta de sobretaxa de 25% dos EUA. Entenda como isso pode impactar o mel orgânico e a cadeia produtiva.

03/06/2026 20:11

2 min

Setor Apícola Brasileiro Alerta sobre Risco de Sobretaxa de 25% dos EUA ao Mel Nacional
(Imagem de reprodução da internet).

Setor Apícola Brasileiro Preocupado com Sobretaxa dos EUA

Com o aumento da pressão do governo dos Estados Unidos sobre produtos brasileiros, o setor apícola se tornou um dos segmentos preocupados com a proposta de sobretaxa de 25% apresentada pelo USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA). Essa medida foi anunciada após a conclusão de uma investigação comercial iniciada em julho de 2025 e ainda passará por consulta pública antes de uma decisão final da administração norte-americana.

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A Abemel (Associação Brasileira dos Exportadores de Mel) expressou sua preocupação em relação à inclusão do mel brasileiro entre os produtos que podem ser afetados pela Seção 301 da legislação comercial dos Estados Unidos. A entidade destacou que o mercado norte-americano é um dos principais destinos do mel produzido no Brasil, especialmente do mel orgânico, cuja cadeia produtiva envolve milhares de apicultores, muitos deles vinculados à agricultura familiar.

A associação ressaltou que, ao longo de décadas, o setor construiu uma relação comercial baseada em padrões de qualidade, rastreabilidade e exigências sanitárias que atendem às normas internacionais. A Abemel informou que está em diálogo com diferentes áreas responsáveis pela política comercial e negociações internacionais, buscando reverter a medida e retirar o mel brasileiro da lista de produtos afetados.

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Segundo a avaliação da entidade, o impacto da tarifa não se limita ao Brasil. O mel orgânico brasileiro ocupa uma posição estratégica no mercado dos Estados Unidos, e não existem fornecedores alternativos que consigam atender à demanda da indústria e dos consumidores norte-americanos com a mesma escala e especificidade.

Portanto, a manutenção da sobretaxa pode afetar a cadeia de abastecimento dos EUA, elevando preços e reduzindo a disponibilidade do produto.

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O setor planeja reforçar esses argumentos durante uma audiência pública marcada para 6 de julho, que faz parte do processo de consulta conduzido pelas autoridades norte-americanas. A expectativa é convencer o governo dos Estados Unidos a excluir o mel brasileiro da lista de itens sujeitos à tarifa adicional.

A manifestação da Abemel se junta à reação de várias entidades do agronegócio brasileiro desde que o USTR anunciou a proposta de sobretaxar produtos do país. Representantes de setores como café, carnes e produtos florestais têm alertado sobre os riscos da medida para as exportações brasileiras e defendido uma solução negociada entre os dois governos antes da conclusão do processo regulatório nos Estados Unidos.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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