Sepultura se despede na Suhai Music Hall, e não no Pacaembu, que receberia o triplo de fãs

O Sepultura encerrou a carreira na noite de sábado (7), com um show de despedida na Suhai Music Hall, em São Paulo. A banda tocou para um público estimado em 9 mil pessoas.
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A apresentação estava prevista, inicialmente, para a Mercado Livre Arena Pacaembu, que receberia pelo menos o triplo de fãs. O evento foi realocado, e a banda não explicou os motivos da mudança.
Show teve 30 músicas e pouco mais de duas horas e meia
A apresentação durou pouco mais de duas horas e meia e incluiu 30 músicas, sem contar os solos de guitarra de Andreas Kisser e de bateria de Greyson Nekrutman.
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A fase inicial, com Max Cavalera nos vocais e na guitarra, dominou o repertório, com 18 músicas. Os destaques foram os álbuns Arise (1991), Chaos A.D. (1993) e Roots (1996), de que vieram quatro, seis e seis faixas, respectivamente.
O EP de despedida, The Cloud of Unknowing (2026), foi quase tocado por inteiro, com três das quatro faixas. Apenas quatro dos 15 álbuns de estúdio ficaram de fora: Schizophrenia (1987), Roorback (2003), The Mediator Between Head and Hands Must Be the Heart (2013) e Machine Messiah (2017).
Os três últimos foram gravados com Eloy Casagrande na bateria.
Sacred Reich, Krisiun e Metal Allegiance abriram a noite
Na abertura, tocaram, em ordem, a banda americana Sacred Reich, o trio brasileiro Krisiun e o supergrupo Metal Allegiance.
O Metal Allegiance reúne nomes conhecidos do heavy metal internacional, como Chuck Billy e Alex Skolnick, ambos do Testament, Troy Sanders, do Mastodon, e Mike Portnoy, do Dream Theater.
João Gordo, Jão e Jairo Guedz subiram ao palco
Houve espaço para várias participações especiais. As mais marcantes foram as de João Gordo e Jão, ambos do Ratos de Porão. Eles tocaram “Crucificados pelo Sistema” e “Beber Até Morrer”, músicas da própria banda, e João Gordo também cantou “Reza”, do Sepultura.
Jairo Guedz, guitarrista original do grupo, participou de uma sequência de três músicas: “Biotech is Godzilla”, “Slave New World” e “Troops of Doom”.
Crítica vê show como fim, mas sem clima de despedida
Em resenha para a Rolling Stone Brasil, o jornalista Igor Miranda afirmou que o show de sábado, 7, “não pareceu o fim do Sepultura”. Segundo ele, a banda soou muito bem e viveu seus melhores momentos na última década, mas faltou um clima de reconciliação com o passado.
Para o crítico, as ausências de Max Cavalera e Iggor foram sentidas e fizeram a apresentação parecer apenas o fim de uma turnê. Ele, porém, reconheceu que a banda encerra as atividades com “uma série de méritos artísticos e comerciais”, e que o legado do grupo segue inestimável para a música.
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Redação Entretenimento
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