Senador do PP Defende Aumento Radical do FGC em Meio a Escândalo
Senador do PP quer ampliar proteção do FGC para R$ 1 milhão! Em meio a investigações, a proposta ganha força e desafia os grandes bancos. Saiba mais!
Senador do PP Aponta para Ampliação do FGC em Meio a Investigações
O presidente do Partido Progressista (PP), senador por Piauí, anunciou nesta terça-feira (12 de maio de 2026) que apresentará novamente uma emenda que visa expandir a cobertura do Fundo Garantidor de Créditos (FGC). A proposta busca elevar o limite de proteção de R$ 250 mil para R$ 1 milhão por depositante, conforme declarado em um vídeo publicado no perfil do congressista no Instagram.
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Contexto Político e Investigativo
A declaração surge em um momento delicado, após a quinta fase da operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal em 7 de maio. Além disso, o senador promoveu uma mudança em sua equipe de defesa no caso, intensificando as complexidades da situação.
A equipe do Poder360 concorda com os termos da Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD) através do formulário de cadastro.
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Na segunda-feira (11 de maio), o advogado Antônio Carlos de Almeida Castro, conhecido como Kakay, atuava na defesa do senador. Posteriormente, Nogueira contratou o criminalista Conrado Gontijo para representá-lo no caso envolvendo o Banco Master e o empresário Daniel Vorcaro.
O senador expressou sua intenção de reintroduzir a proposta, apelidada nos bastidores de “Emenda Master”, que está ligada à investigação da Polícia Federal.
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“Agora não existe mais Banco Master. Quero ver qual vai ser a desculpa dos grandes bancos para negar essa proteção aos correntistas brasileiros”, afirmou o senador em seu vídeo.
FGC e a Busca por Maior Proteção
A emenda, originalmente apresentada em agosto de 2024 como parte da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 65 de 2023, que tratava da autonomia do Banco Central, propunha elevar o teto de cobertura do FGC para R$ 1 milhão por depositante. O objetivo, segundo o congressista, seria ampliar a proteção a correntistas e pequenas empresas em caso de falência bancária.
Nogueira ressaltou que o FGC é um fundo privado, financiado pelos próprios bancos, e criticou a ausência de correção do valor da cobertura há 13 anos. “Primeiro ponto, é mentira que essa emenda foi publicada na íntegra, conforme foi recebida.
Este fundo é completamente privado. Quem financia o fundo são os bancos. Não é a União, não tem recursos públicos. Até hoje, ninguém veio a público explicar por que este valor não é corrigido há 13 anos. Treze longos anos. Sendo que isso só beneficia quem?
Os grandes bancos e a concentração bancária em nosso país”, disse.
Justificativas e Críticas à Proposta
Na justificativa da emenda, o congressista mencionou eventos como a quebra do Silicon Valley Bank, nos Estados Unidos, e do Credit Suisse, na Suíça, para defender a necessidade de mecanismos mais robustos de garantia bancária. A proposta, no entanto, foi rejeitada pelo relator da PEC na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, um senador do PSDB-AM, que argumentou que a medida contrariava o modelo regulatório atual.
Investigação e Acusações
A emenda voltou a ser foco de atenção após a nova fase da operação Compliance Zero. Segundo a investigação da Polícia Federal, o texto apresentado por Ciro Nogueira teria sido elaborado pela assessoria do Banco Master e encaminhado ao senador por Daniel Vorcaro.
A PF detalhou que o documento foi impresso, colocado em um envelope com o nome “Ciro” e entregue na residência do senador.
A investigação apura suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro, organização criminosa e favorecimento político envolvendo o senador e o grupo econômico ligado ao Banco Master. Mensagens reproduzidas na decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça mostram Vorcaro afirmando que a emenda “saiu exatamente” como ele mandou, segundo a PF.
O senador também afirmou sofrer perseguição política por liderar a oposição no Piauí e questionou o fato de a operação ter começado “por um líder da oposição”.
Assista (6min46s):