Senacon investiga publicidade de casas de apostas na Copa do Mundo

Investigação sobre a CazéTV gera críticas de seletividade, já que clubes, atletas e emissoras também têm patrocínio de bets.

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A transmissão não era de exclusividade da CazéTV, que tem o direito sobre todas as 104 partidas da competição | Foto: Reprodução/CazéTV
A transmissão não era de exclusividade da CazéTV, que tem o dire...
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A Secretaria Nacional do Consumidor (Senacon) tomou na quarta-feira, dia 24 de junho de 2026, a decisão de investigar possível publicidade abusiva em casas de apostas durante o período da Copa do Mundo. O anúncio gerou reações imediatas entre políticos e influenciadores digitais que questionam veementemente sobre a seletividade dessa medida.

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Muitos críticos apontaram um tratamento desigual: enquanto diversos clubes das Séries A e B — assim como atletas renomados —, possuem acordos comerciais com o setor de bets, as investigações parecem focar apenas no conteúdo digital transmitido por plataformas específicas.

Críticas políticas acusam desequilíbrio na fiscalização

O ex-ministro Silvio Almeida classificou em seu perfil no Instagram essa indignação, direcionada exclusivamente à CazéTV, como “seletiva”. Ele defendeu publicamente que qualquer regulação do tema deve ser aplicada de maneira ampla.

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A crítica também veio da esfera política: um vereador de Curitiba afirmou categoricamente que a investigação faz parte de algum tipo de “movimento orquestrado” vindo congressistas alinhados com o campo esquerdo. Ele questionou por que parlamentares do PSOL-SP e a deputada Tabata Amaral (PSB-SP) criticam os anúncios da CazéTV, mas não adotaram a mesma postura em relação à TV Globo e a outras grandes emissoras. “Por que essa mesma indignação não aconteceu muito antes…”, escreveu ele no X.

Outra crítica lembrou: “O nome do Campeonato Brasileiro é Brasileirão Betano…

Galvão Bueno faz propaganda de bet”, concluindo seu comentário afirmando o problema ser direcionado apenas à CazéTV e ignorar os demais patrocinadores. A CazéTV, por sua vez, afirmou após a decisão da Senacon: “Seguiremos defendendo um modelo que permite levar grandes eventos esportivos gratuitamente…”.

Especialistas analisam a cobertura midiática das bets

Entre jornalistas especializados no tema, Rodrigo Capelo criticou justamente esse foco isolado na investigação. Em uma análise publicada recentemente, ele reconheceu que limitar publicidade de apostas pode representar algum caminho regulatório válido para o setor do entretenimento digital.

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Contudo, questionou por qual motivo essa cobrança recai somente sobre Casimiro Miguel e sua plataforma. Segundo Capelo, embora seja verdade que “a Cazé fala em bet o tempo todo”, ela não é a única: Globo, SBT e N Sports também transmitem a Copa de 2026 e têm anunciantes do setor.

Apelos públicos sobre restrição na mídia

Em um movimento mais pessoal contra os anúncios excessivos em apostas esportivas, Tabata Amaral (PSB-SP) divulgou vídeos questionando o foco. A deputada federal citou Globo, SBT e Record; mas direcionou seu apelo diretamente a Casimiro Miguel, fundador da CazéTV.

Ela declarou que “a culpa é sua” por ter ensinado ao público expectativas altas de qualidade diferenciada no conteúdo transmitido pela plataforma. Apesar das críticas à seletividade, Capelo reforçou que as grandes emissoras detentoras dos direitos de transmissão também se beneficiam das verbas publicitárias das bets.

Atualização em 29/10/2026: o texto foi corrigido.

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