Sean Penn falta ao Oscar 2026 e gera polêmica com suas ausências históricas

Sean Penn surpreende ao faltar ao Oscar 2026, mesmo após vencer como Melhor Ator Coadjuvante. Descubra os motivos por trás de sua ausência!

16/03/2026 11:31

3 min

Sean Penn falta ao Oscar 2026 e gera polêmica com suas ausências históricas
(Imagem de reprodução da internet).

Sean Penn não comparece ao Oscar 2026

O ator Sean Penn, vencedor do prêmio de Melhor Ator Coadjuvante por sua performance em “Uma Batalha Após a Outra”, não esteve presente na cerimônia do Oscar realizada na noite deste domingo (15). Kieran Culkin, que apresentou a categoria, informou ao público que Penn “não poderia estar ou não queria – então aceitarei o prêmio em seu nome” no Dolby Studio, em Los Angeles.

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Essa não é a primeira vez que Penn falta à premiação. Reconhecido por seu ativismo político e suas posições liberais, sua relação com a academia é marcada por tensões, críticas e ausências em eventos. Em uma entrevista à revista Variety, Penn chegou a mencionar a ideia de derreter suas estatuetas para fornecer munição à Ucrânia em sua luta contra a Rússia. “Pensei, ‘Bem, que se dane, sabe?

Vou entregá-las à Ucrânia’”, declarou na ocasião.

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Após essa declaração, o ator entregou sua estatueta de “Sobre Meninos e Lobos” ao presidente Volodymyr Zelensky, dizendo: “Eu me sinto mal. Isto é para você. É apenas uma bobagem simbólica, mas se eu souber que isso está aqui com você, me sentirei melhor e mais forte para a luta”.

Outros atores que faltaram ao Oscar

Além de Sean Penn, outros artistas também marcaram suas ausências na cerimônia por razões ideológicas ou pessoais. Confira alguns exemplos:

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  • Dudley Nichols (1935): O roteirista de “O Delator” foi o primeiro a recusar um prêmio, devolvendo-o em solidariedade ao Sindicato dos Roteiristas (WGA), que lutava por reconhecimento. Ele só aceitou a honraria anos depois, quando os direitos trabalhistas foram garantidos.
  • George C. Scott (1971): Vencedor por sua atuação em “Patton”, Scott foi o primeiro ator a recusar o prêmio principal, chamando a cerimônia de “desfile de carne de duas horas”. Enquanto seu nome era anunciado, ele estava em casa assistindo a um jogo de hóquei.
  • Marlon Brando (1973): Um dos momentos mais marcantes de boicote ocorreu quando Brando venceu por “O Poderoso Chefão”, mas enviou a ativista Sacheen Littlefeather em seu lugar. Ela recusou a estatueta e leu um manifesto contra o tratamento dos povos nativos americanos pelo cinema.
  • Katharine Hepburn e Woody Allen: Diferente de quem recusa prêmios por ideologia, Hepburn e Allen não davam importância ao evento. Hepburn, recordista com quatro vitórias, nunca foi buscar seus prêmios, afirmando que “o prêmio é o trabalho”. Allen, por sua vez, raramente comparecia, preferindo tocar clarinete em bares de Nova York.
  • Peter O’Toole e Jean-Luc Godard: Em 2003, O’Toole recusou a estatueta, afirmando que “ainda estava no jogo” e queria um prêmio competitivo. Ele acabou convencido a aceitar. Godard, ícone da Nouvelle Vague, ignorou os convites da Academia em 2010, declarando que o prêmio não significava nada para ele.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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