São Paulo registra 347 casos de leptospirose e 42 mortes em 2026

Número de mortes em oito meses já equivale a 68% do total registrado em todo o ano de 2025.

Homem anda em rua alagada; enchentes aumentam risco de leptospirose

O número de casos de leptospirose no estado de São Paulo segue em alta em 2026. Dados da Secretaria de Saúde do estado apontam que, entre janeiro e agosto deste ano, já foram confirmados 347 casos da doença. No mesmo período de 2025, o estado registrou 344 casos, um número ligeiramente menor.

O balanço mais recente mostra que, ao longo de todo o ano passado, foram 451 casos confirmados e 62 mortes. Já em 2026, até o momento, as autoridades contabilizam 42 óbitos decorrentes da leptospirose. A comparação com o ano anterior acende um alerta, já que o número de mortes em oito meses de 2026 representa quase 68% do total registrado em todo o ano de 2025.

Cidades com mais casos e mortes

Na capital paulista, a situação é preocupante. Em 2025, a cidade de São Paulo confirmou 146 casos de leptospirose. Neste ano, até agosto, já são 90 casos e 10 mortes. Mogi das Cruzes também aparece no topo da lista: foram 43 casos e 11 mortes em 2025; em 2026, são 33 casos e seis óbitos.

Osasco, na Grande São Paulo, registrou 47 casos e sete mortes no ano passado. Neste ano, a cidade tem 32 casos confirmados e uma morte. Campinas, que não estava entre as cidades com maior número de casos em 2025, já soma 34 confirmações e cinco mortes em 2026.

Já Santos, no litoral, teve 48 casos e 10 mortes em 2025; neste ano, são 33 casos e cinco óbitos.

O que é a leptospirose e como ocorre a transmissão

A leptospirose é uma doença infecciosa transmitida pelo contato direto ou indireto com a urina de animais infectados, principalmente ratos que carregam a bactéria Leptospira. A contaminação acontece quando a pele com lesões ou imersa por muito tempo em água contaminada entra em contato com o micro – organismo.

O período de incubação da doença pode variar de 1 a 30 dias, mas os sintomas costumam aparecer entre 7 e 14 dias após a exposição a situações de risco. As inundações são um fator crítico: elas facilitam a disseminação e a persistência da bactéria no ambiente, o que explica a ocorrência de surtos após enchentes.

Leia também

Os sintomas mais comuns incluem febre, dor de cabeça, falta de apetite, náuseas, vômitos e dor muscular. Em casos graves, a leptospirose pode evoluir para pele e olhos amarelados (icterícia), insuficiência renal, hemorragias e dificuldade para respirar.

Tratamento e cuidados

O tratamento da leptospirose é feito com antibióticos e deve ser iniciado assim que houver suspeita da doença. Para os casos leves, a medicação pode ser administrada em casa, mas nos quadros graves a hospitalização é imediata. O objetivo é evitar complicações e reduzir a letalidade da infecção.