Sandra Regina, filha de Pelé, revela segredos de sua luta por reconhecimento e identidade

A história de Sandra Regina Arantes do Nascimento Felinto
A trajetória de Sandra Regina Arantes do Nascimento Felinto é um dos episódios mais significativos e discutidos da vida pessoal de Edson Arantes do Nascimento, conhecido como Pelé. Nascida em 24 de agosto de 1964, na cidade de Guarujá, São Paulo, Sandra é resultado de um relacionamento breve entre o Rei do Futebol e a empregada doméstica Anísia Machado, que trabalhava em sua casa durante o auge de sua carreira no Santos Futebol Clube.
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Durante grande parte de sua vida, Sandra buscou o reconhecimento de sua paternidade de maneira discreta. No entanto, após repetidas negativas de Pelé, decidiu recorrer ao sistema judiciário na década de 1990. A disputa legal foi longa e se estendeu por cerca de cinco anos, com Pelé utilizando diversos recursos jurídicos para contestar a ação.
Em 1996, após um exame de DNA que confirmou a relação biológica com 100% de certeza, o Supremo Tribunal de Justiça (STJ) assegurou a Sandra o direito de usar o sobrenome Arantes do Nascimento.
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A relação entre Pelé e Sandra
Apesar da decisão judicial, a relação afetiva entre Pelé e Sandra nunca se concretizou. O atleta declarou publicamente que, embora a ciência comprovasse o vínculo biológico, ele não tinha sentimentos ou uma conexão emocional com Sandra, já que nunca havia convivido com ela.
Essa rejeição levou Sandra a escrever o livro “A Filha que o Rei Não Quis”, onde compartilhou suas experiências de dor, abandono e busca por identidade.
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Mais tarde, Sandra decidiu entrar para a política e foi eleita vereadora em Santos pelo Partido Social Cristão (PSC). Durante seu mandato, utilizou sua experiência pessoal como bandeira, tornando-se autora de um projeto de lei inovador que garantiu a gratuidade de exames de DNA na rede pública municipal para mães e filhos que buscavam o reconhecimento de paternidade.
Desafios e legado
Em maio de 2005, Sandra recebeu o diagnóstico de um câncer de mama agressivo. Ela enfrentou cirurgias e sessões intensas de quimioterapia, mas a doença evoluiu para metástase. Em 17 de outubro de 2006, aos 42 anos, ela faleceu em Santos devido à falência múltipla de órgãos.
Mesmo em seus últimos momentos na UTI, Pelé não a visitou e não compareceu ao velório ou ao enterro, enviando apenas duas coroas de flores em nome de suas empresas, que foram devolvidas pela família de Sandra, profundamente magoada com sua atitude.
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Sandra era casada com o pastor Ozeas Felinto e deixou dois filhos, Octávio e Gabriel. Décadas depois, no final de 2022, a história teve um desfecho emocionante. Enquanto Pelé estava internado tratando de complicações de um câncer de cólon, seus netos Octávio e Gabriel foram convidados pela família a visitá-lo no hospital.
Os jovens viajaram dos Estados Unidos para o Brasil, encontraram o avô em seus últimos dias e declararam publicamente que o perdoaram, realizando o maior sonho que a mãe deles tinha em vida: ver a união e a reconciliação familiar.
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



