Sánchez diz que até 27 nacionalidades podem estar entre os mortos em colisão de trens na Espanha

Ministério espanhol contabiliza 51 estrangeiros envolvidos no acidente perto de Urda, enquanto famílias esperam em Toledo a identificação das vítimas por DNA.

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Equipes de resgate trabalham após colisão de trens na Espanha – 28/10/2026 | Foto: AFP
Equipes de resgate trabalham após colisão de trens na Espanha – ...
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Pessoas de até 27 nacionalidades podem estar entre as vítimas da colisão de dois trens de alta velocidade que deixou ao menos 69 mortos na Espanha, afirmou na sexta-feira (30) o primeiro-ministro Pedro Sánchez.

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Segundo ele, o governo atua junto às embaixadas e consulados para obter informações sobre os cidadãos estrangeiros e dar apoio às famílias. O Ministério das Relações Exteriores espanhol contabiliza pelo menos 51 estrangeiros envolvidos no acidente.

Dois deles são considerados mortos, nove ficaram feridos e 18 não tiveram ferimentos graves. A situação dos outros 22 ainda não está clara.

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Batida ocorreu perto de Urda, em Toledo

O choque aconteceu na manhã da quarta-feira (28), nas proximidades de Urda, na província de Toledo, a cerca de 150 quilômetros ao sul de Madri. Um trem da estatal Renfe bateu na traseira de uma composição da companhia Iryo que havia parado na via.

Em entrevista ao lado de Sánchez, o presidente da região de Castilla-La Mancha, Emiliano García-Page, disse que há 70 registros de desaparecimento e alertou que o total de mortes pode subir. Parte desses casos, porém, pode se referir a corpos já localizados que ainda aguardam identificação formal.

Até agora, somente 13 vítimas fatais foram identificadas.

Famílias aguardam notícias em Toledo

As condições dos restos mortais tornam o reconhecimento mais difícil. Para acelerar o processo, parentes dos desaparecidos entregaram amostras de DNA e esperam em Toledo por novidades.

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No local, equipes de emergência seguem vasculhando os vagões destruídos com ajuda de cães e três grandes guindastes. Dos 110 pacientes hospitalizados após o acidente, 71 já receberam alta e 39 continuam internados.

Sánchez admite que confiança no sistema está abalada

Após reunião com os serviços de emergência, Sánchez afirmou que o governo trabalha “de maneira incansável” para identificar os 69 mortos. “Estamos trabalhando de maneira incansável, todos os poderes do Estado (…) para tentar oferecer e fornecer o máximo de informação quanto antes, de forma fidedigna, aos familiares das vítimas”, declarou o político.

O premiê reconheceu que a confiança no sistema de trens de alta velocidade do país está “quebrada” e prometeu esclarecer as causas da colisão. Ele também disse que pretende adotar medidas para evitar outra tragédia dessa dimensão. Ao longo deste ano, a Espanha já havia registrado outro acidente na mesma linha, em 18 de janeiro, que matou 46 pessoas e deixou cerca de 300 feridos.

A Redação Internacional reúne a cobertura do Clique Fatos sobre os principais acontecimentos fora do Brasil. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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