Samuel Pessoa alerta: Crescimento econômico não gera prosperidade no Brasil

Samuel Pessoa adverte: Aceleração econômica não garante prosperidade crescente para brasileiros com indicadores distorcidos.

25/08/2026 11:41

4 min

Para Pessoa, essa é uma diferença importante entre o atual ciclo econômico e o período de crescimento observado entre meados dos anos 2000 e 2014.
Para Pessoa, essa é uma diferença importante entre o atual ciclo...

O cenário econômico recente mostra aceleração na atividade nacional com queda histórica nas taxas de desemprego; contudo, especialistas alertaram que esse avanço não está acompanhado por um aumento significativo na produtividade.

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Essa distinção foi apontada pelo economista Samuel Pessoa durante evento realizado pela EXAME em São Paulo nesta terça – feira (25). Segundo o especialista, essa é uma diferença crucial quando comparamos o momento vivido atualmente ao período vibrante entre meados dos anos 2000 e a década seguinte à crise financeira global.

Diferença no motor do crescimento

Pessoa ressaltou para os presentes que houve expansão da atividade econômica nos dois períodos — queda de desemprego —, mas ele identificou comportamentos distintos quanto aos indicadores de produtividade. “Agora o PIB acelerou, o desemprego caiu muito”, afirmou na avaliação feita durante evento com foco econômico em São Paulo.

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Ainda sobre esse tema, segundo Pessoa, desta vez há um aumento significativo da demanda gerando certo tipo de crescimento sem lastro produtivo suficiente; ao contrário disso, “lá [nos anos] 2003 e 2004], a gente colocou demanda, gerou crescimento com produtividade”.

Percepção social versus indicador positivo

Laura Carvalho, professora da FEA – USP, também reconheceu os sinais positivos apontados pelos indicadores. No entanto, ela ponderou que o avanço ainda não foi forte o bastante para gerar uma sensação real de prosperidade entre grande parte dos brasileiros.

“Houve uma melhora significativa em relação ao que estava sendo observado, mas a percepção é de um alívio ainda insuficiente”, declarou Carlao. Segundo dados apresentados por cônsulga USP, levaram cerca de dez anos no país apenas para recuperar totalmente o nível do PIB per capita registrado durante 2014; além disso, na prática, só houve retorno aos patamares anteriores à crise há aproximadamente um ano atrás para boa parcela da população quanto ao poder de compra salarial.

Necessário crescimento robusto e estabilidade

A economista também enfatizou como os resultados positivos em indicadores — incluindo taxas acima das previsões ou desemprego histórico —, embora verdadeiros, não são necessariamente sentidos pela maioria dos cidadãos. Ela citou fatores que dificultam essa percepção plena: a dificuldade mensal com salário no fim do mês somada ao alto nível geral de endividamento familiar.

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“As pessoas querem, precisam de um crescimento ainda mais robusto por mais tempo”, afirmou Carvalho para concluir o raciocínio sobre as expectativas sociais; é esse tipo de cenário contínuo que traria novamente aquele sentimento forte e positivo associado à ascensão social vivenciado nos anos 2000.

Reforma tributária como motor estrutural

Ao discutir caminhos práticos para elevar os índices produtivos em futuro próximo, Samuel Pessoa apontou grande destaque na reforma da legislação tributária brasileira. Para ele, essa mudança representa “o grande legado do terceiro mandato” do presidente Lula e tem potencial para reestruturar a economia até chegar ao ano de 2032 com um sistema fiscal superior ao atual.

“Eu acho que ela vai gerar elvações expressivas da produtividade do trabalho”, avaliou o economista; além disso, destacou entre possíveis benefícios diretos a redução dos litígios fiscais junto aos custos operacionais.

Impactos setoriais esperados pela simplificação

Pessoa explicou como setores industriais — especialmente aqueles cujas cadeias produtivas são mais longas —, podem se beneficiar diretamente dessa mudança estrutural. Ele apontou ainda para os problemas crônicos de “Custo Brasil” e as dificuldades em realizar negócios no país.

“A indústria de transformação… [tem] cadeias longas, o Custo Brasil e a dificuldade de fazer negócios no Brasil pioram muito”, alertou Pessoa; segundo ele, desburocratizar esse sistema pode mitigar parte desse peso.

Essa melhoria abre espaço também por outras alterações importantes na economia nacional: uma revisão dos regimes tributários especiais ou um aumento da integração do mercado brasileiro com parceiros internacionais — movimentos que podem ampliar drasticamente esses efeitos sobre produtividade neste ciclo econômico atual.

Autor(a):

Lucas Almeida é o alívio cômico do jornal, transformando o cotidiano em crônicas hilárias e cheias de ironia. Com uma vasta experiência em stand-up comedy e redação humorística, ele garante boas risadas em meio às notícias.

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