Samir Carvalho recebe pena de 123 anos e quatro meses por matar Amanda e ferir a filha

Samir Carvalho também perdeu a graduação militar e o poder familiar, e terá de pagar R$ 150 mil à filha de Amanda, que sobreviveu aos disparos.

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Samir Fernandes, sargento da PM, acusado de matar a esposa em Santos
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O sargento da Polícia Militar Samir do Nascimento Rodrigues Carvalho foi condenado a 123 anos e quatro meses de prisão pelo feminicídio de Amanda Fernandes Carvalho e pela tentativa de homicídio qualificado contra a filha do casal. A decisão foi tomada pelo Tribunal do Júri de Santos, no litoral paulista.

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A sentença determina regime inicial fechado e execução imediata da pena. Também estabelece a perda da graduação militar e do poder familiar, a proibição de ocupar cargos públicos e o pagamento de R$150 mil de indenização à vítima e herdeira do casal.

Crime ocorreu em clínica médica em Santos

O caso aconteceu em 7 de maio de 2025, em uma clínica médica em Santos, no litoral de São Paulo. Samir atirou três vezes em Amanda, de 42 anos, e a golpeou com 51 facadas. Ele também disparou contra a filha, que tinha 10 anos à época.

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A menina ficou internada por seis dias e sobreviveu. Amanda morreu no local. Segundo as investigações, Samir foi à clínica de dermatologia depois de saber que a esposa estava lá com a filha.

Ao notar a chegada do marido, Amanda se trancou em uma sala com um médico, que chamou a polícia. Quando os agentes chegaram, o médico abriu a porta. Samir então sacou uma arma de fogo e atirou contra Amanda e a filha; depois, usou uma faca para golpeá-la.

O laudo do IML (Instituto Médico Legal) apontou que Amanda morreu por anemia aguda provocada por hemorragia interna traumática decorrente dos ferimentos. Os golpes atingiram diferentes regiões do corpo, da coxa à face. Ela era mãe de três filhos e diretora executiva de uma empresa havia mais de três anos.

Julgamento terminou após dois dias

Samir foi preso em flagrante depois do crime e levado à Delegacia de Defesa da Mulher (DDM) de Santos. Ele permaneceu preso desde então e também participou da reconstituição do caso.

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Na ocasião, o advogado Paulo de Jesus disse que o cliente estava disposto a colaborar com as investigações. O julgamento teve início às 9h30 de quarta-feira (14), no Fórum de Santos, e foi encerrado na quinta-feira (15), depois de dois dias de sessão.

Os jurados reconheceram a responsabilidade penal de Samir pelos crimes. A sentença determinou que o cumprimento da pena começasse imediatamente. A defesa não se manifestou sobre a condenação.

A Redação Brasil reúne a cobertura do Clique Fatos sobre o noticiário das cidades e dos estados brasileiros. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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