Rússia realiza eleições parlamentares sem oposição em meio à guerra na Ucrânia

Plebiscito ocorre com economia pressionada por sanções e desgaste social após dois anos de conflito.

18/09/2026 06:21

3 min

Os moscovitas esperam por mudanças com a abertura das urnas para as eleições parlamentares russas de três dias.
Os moscovitas esperam por mudanças com a abertura das urnas para...

A Rússia deu início nesta sexta – feira (18) a uma eleição parlamentar que se estenderá por três dias. O presidente Vladimir Putin tratou o pleito como uma espécie de termômetro do apoio da população à guerra na Ucrânia. É a primeira vez que os russos vão às urnas para escolher a Duma Estatal desde o início do conflito em larga escala, em fevereiro de 2022.

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A votação vai definir quem ocupará as 450 cadeiras da câmara baixa do Parlamento. A expectativa é de que o partido governista Rússia Unida, alinhado a Putin, mantenha a hegemonia em um sistema político que o Kremlin mantém sob rédea curta. A maioria dos candidatos que se opõem à guerra ficou de fora da disputa.

Candidatos de oposição barrados e o recado de Putin

A Suprema Corte russa determinou que o partido liberal Yabloko violou regras eleitorais, o que levou à exclusão de grande parte de seus candidatos. Apesar disso, alguns nomes da legenda ainda concorrem em distritos individuais. Na prática, o pleito ocorre sem uma oposição organizada que critique abertamente a ofensiva militar.

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Em um pronunciamento televisionado antes da abertura das urnas, Putin afirmou que o voto ajudaria a garantir a determinação nacional e a demonstrar unidade diante da pressão externa. O discurso do Kremlin é de que a coesão da sociedade é essencial neste momento, especialmente contra o que chama de esforços cada vez mais perigosos dos serviços de inteligência da Ucrânia e de outros inimigos para desestabilizar a Rússia.

Economia apertada e desgaste da guerra

A votação acontece em um cenário econômico delicado. Pesquisas de opinião indicam que parte dos russos está mais preocupada com a própria vida do que com o conflito. A economia enfrenta dificuldades, e as autoridades devem usar a eleição para medir o nível de cansaço da população com a guerra.

A escassez de combustível, provocada por ataques de drones ucranianos, já afeta algumas regiões do país. Empresas lidam com juros elevados, falta de mão de obra e o peso das sanções ocidentais. O governo, portanto, observa o pleito também como um sinal de quanto a população ainda está disposta a tolerar os custos do conflito.

Quando saem os resultados

Os primeiros resultados parciais devem começar a ser divulgados a partir das 15h de domingo (20), no horário de Brasília. A expectativa é de que os números quase completos estejam disponíveis na segunda – feira (21). Até lá, o regime de Putin acompanha de perto o movimento das urnas para calibrar o discurso sobre os rumos da guerra.

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Ana Carolina é engenheira de software e jornalista especializada em tecnologia. Ela traduz conceitos complexos em conteúdos acessíveis e instigantes. Ana também cobre tendências em startups, inteligência artificial e segurança cibernética, unindo seu amor pela escrita e pelo mundo digital.

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