Ronaldo Caiado apoia projeto que tipifica misoginia como crime e surpreende com declarações

Ronaldo Caiado apoia projeto de lei que tipifica a misoginia
O ex-governador de Goiás e pré-candidato à presidência, Ronaldo Caiado (PSD), manifestou, nesta terça-feira (21), seu apoio ao projeto de lei que tipifica a misoginia, equiparando-a ao crime de racismo. Durante uma conversa com jornalistas em São Paulo, Caiado expressou sua surpresa com a resistência ao tema. “Eu sou um homem que governei dando dignidade às mulheres.
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Toda campanha que vier para empoderar a mulher e coibir qualquer agressão, eu me coloco favorável”, declarou.
O pré-candidato ressaltou que a discussão sobre a misoginia deve ir além do termo em si. “Briga de marido e mulher se mete algema nesse covarde. Sou um defensor para que a gente evolua no combate à misoginia e ao feminicídio. Isso não é uma discussão ideológica, é civilizatória”, completou.
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Posicionamento de Caiado em relação ao PL da misoginia
Ao apoiar o conteúdo do projeto de lei, Caiado se diferencia de outros pré-candidatos de direita que também almejam a presidência após as eleições de outubro. O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), que votou a favor do projeto no Senado, acredita que o texto precisa de ajustes, considerando a definição de misoginia como “ampla e imprecisa”.
Por outro lado, o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), é totalmente contrário ao projeto, argumentando que ele pode ferir a liberdade de expressão.
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Detalhes sobre o PL da misoginia
Aprovado pelo Senado sob a relatoria de Soraya Thronicke (PSB-MS), o projeto define misoginia como “a conduta que manifeste ódio ou aversão às mulheres, baseada na crença da supremacia do gênero masculino”. A proposta visa alterar a Lei do Racismo para incluir a misoginia como crime de discriminação, com penas que variam de 2 a 5 anos de reclusão, além de multa.
Apesar das ressalvas de senadores da oposição, o texto foi aprovado em março, juntamente com outros projetos voltados ao combate ao feminicídio e à proteção dos direitos das mulheres. Atualmente, o projeto aguarda despacho do presidente Hugo Motta (Republicanos-PB) e, se aprovado, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Autor(a):
Lara Campos
Com formação em Jornalismo e especialização em Saúde Pública, Lara Campos é a voz por trás de matérias que descomplicam temas médicos e promovem o bem-estar. Ela colabora com especialistas para garantir informações confiáveis e práticas para os leitores.



