Roer unhas pode parecer inofensivo, mas especialistas alertam: os riscos incluem infecções graves e até perda de dedos. Descubra os perigos!
Roer unhas é um comportamento comum entre muitas pessoas, frequentemente iniciado na infância, mas que pode acarretar riscos sérios e frequentemente subestimados, conforme alertam especialistas. O que pode parecer uma simples mania pode evoluir para um problema de saúde significativo, resultando em infecções que podem exigir cirurgia e, em casos extremos, até a perda de um dedo.
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O médico Jefferson Braga Silva, especialista em cirurgia de mão e ex-presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia da Mão, explica que a boca é um ambiente repleto de bactérias. Ao roer as unhas, a pessoa rompe a barreira protetora da pele e das estruturas que sustentam a unha, como a cutícula e o leito ungueal, permitindo que essas bactérias sejam transferidas para o dedo. “Quando você tira essa bactéria e coloca em outro meio, acaba tendo um problema de infecção”, afirma Silva.
A infecção pode rapidamente se agravar. A proximidade do osso na extremidade do dedo facilita o desenvolvimento de uma infecção óssea, conhecida como osteomielite, especialmente se o tratamento adequado não for buscado a tempo. O tratamento da osteomielite é complicado, pois os antibióticos têm dificuldade de penetrar no osso, muitas vezes exigindo procedimentos como raspagem ou curetagem para remover o tecido ósseo contaminado.
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Em uma falange distal, um pequeno segmento ósseo, isso pode resultar em danos irreversíveis.
O especialista ressalta a importância de buscar ajuda médica ao notar os primeiros sinais de problemas. “Eu gostaria que as pessoas procurassem o cirurgião de mão antes que a situação fugisse do controle”, afirma Silva. Sintomas como vermelhidão, calor e dor na região devem ser considerados uma urgência médica. “Ao menor sinal de vermelhidão, calor e dor, é uma urgência médica.
Essa pessoa deve procurar um serviço de emergência e solicitar um especialista em cirurgia de mão para interromper a evolução da infecção.”
Além da transferência de bactérias, o trauma constante na cutícula e na matriz da unha pode comprometer a saúde da região. O médico explica que, ao roer as unhas, estruturas como a cutícula ou o hiponíquio podem ser danificadas, permitindo a entrada de bactérias.
As sequelas de uma infecção severa podem incluir osteomielite e a necessidade de remoção do segmento infectado. Em casos mais graves, a unha pode não voltar a crescer se a infecção atingir a matriz.
A gravidade desse hábito foi vivida por Gabby Swierzewski, que em fevereiro enfrentou uma situação alarmante, conforme reportado pela revista People. Gabby, que roía as unhas desde a infância, viu um simples “unheiro” (paroníquia) evoluir para uma infecção preocupante. “Isso começou em 6 de fevereiro; inicialmente era um unheiro, e estava extremamente doloroso”, relatou ela.
Apesar de ser uma condição comum, a situação dela piorou rapidamente. Seu dedo ficou “extremamente inchado” e, mesmo após tratamento com antibióticos e drenagem, a infecção persistiu. No Dia dos Namorados, 14 de fevereiro, o dedo de Gabby ficou roxo e latejando, levando-a à emergência, onde médicos drenaram múltiplos abscessos.
O caso foi tão grave que um especialista em mãos o descreveu como “o pior caso que ela já tinha visto” em alguém tão jovem.
Em 19 de fevereiro, Gabby passou por uma cirurgia de urgência para limpar a infecção, temendo que ela tivesse atingido o osso ou que pudesse perder a unha ou o dedo. Em 4 de março, os médicos confirmaram que não seriam necessárias mais cirurgias ou amputações.
A experiência alterou a percepção de Gabby sobre o hábito. “É um tópico de conscientização muito importante e parece que muitas pessoas não sabiam que roer as unhas poderia causar um problema tão grande, incluindo eu mesma”, declarou. Agora, ela está mais consciente e determinada a abandonar o hábito.
Autor(a):
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.