Rodoviários do Rio de Janeiro realizam assembleia após proposta de aumento salarial de 4,5%
Rodoviários e empresas de ônibus do Rio de Janeiro se reuniram novamente no Tribunal Regional do Trabalho da 1ª Região (TRT) nesta segunda-feira (6). Durante a audiência, a entidade Rio Ônibus apresentou uma proposta de aumento salarial de 4,5%, apenas 0,11 ponto percentual acima da oferta anterior, de 4,39%.
Para o Sindicato dos Rodoviários, essa leve alteração foi vista como “uma afronta à categoria, que pede melhores condições de trabalho”.
Na terça-feira (7), o sindicato convocou uma assembleia com os trabalhadores, marcada para as 16h, em que serão decididos os próximos passos em relação à greve. O presidente da categoria, Sebastião José, destacou que a proposta apresentada pelo Rio Ônibus é “no mínimo humilhante”.
Ele também informou que uma nova audiência está agendada para quarta-feira (8), às 11h.
Contexto da greve e reivindicações da categoria
A paralisação dos rodoviários teve início em 29 de junho, diante do impasse nas negociações salariais. Sem um acordo satisfatório entre as partes envolvidas, os trabalhadores decidiram entrar em greve enquanto exigem melhorias nas suas condições laborais e aumentos salariais adequados.
Atualmente, a categoria permanece em estado de greve, com parte da frota ainda circulando.
Entre as principais demandas dos rodoviários estão o piso salarial de R$ 4 mil para motoristas e R$ 5 mil para condutores de ônibus articulados. Eles também pedem um reajuste de 17% para todos os trabalhadores, além de um vale-alimentação no valor de R$ 1 mil.
Outras reivindicações incluem a implementação de plano de saúde e odontológico, assim como o fim dos contratos temporários na Mobi-Rio e a transição para o regime CLT.
Próximos passos e assembleia decisiva
A assembleia marcada para esta terça-feira poderá definir os rumos da greve e a continuidade das mobilizações. Os rodoviários esperam que as propostas discutidas na audiência sejam mais justas e atendam ao que consideram necessidades essenciais para garantir um trabalho digno.
A expectativa é grande entre os trabalhadores sobre as deliberações que serão tomadas durante a assembleia. A luta por melhores condições no setor continua a ser uma prioridade para a categoria, que busca apoio e solidariedade na sociedade.
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Redação Brasil
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