Regra de antiguidade do STF coloca Moraes e Mendonça lado a lado em meio à tensão na Corte

Alexandre de Moraes e André Mendonça, do, ficaram lado a lado nesta quarta – feira (2), durante a primeira sessão do plenário desde a divulgação de mensagens do ex – banqueiro . A posição dos dois ministros na bancada segue uma regra interna baseada no tempo de atuação no cargo, e não uma escolha feita para a sessão.
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A proximidade ocorreu em meio à tensão entre os integrantes da Corte. Moraes e Mendonça permaneceram juntos durante todo o julgamento, mas não conversaram. Também não deram declarações à imprensa sobre o caso.
Regra de antiguidade define lugar dos ministros
O presidente do STF ocupa o centro da bancada. À direita e à esquerda dele, os demais ministros são posicionados de forma alternada, seguindo a ordem de antiguidade, do integrante mais antigo ao mais recente.
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Na composição atual do tribunal, essa organização colocou Alexandre de Moraes ao lado de André Mendonça. Moraes tomou posse em 2017, enquanto Mendonça chegou ao Supremo em 2021.
A sessão desta quarta – feira (2) foi a primeira reunião do plenário após a divulgação das mensagens encontradas no celular de Vorcaro. O conteúdo veio a público depois que Mendonça retirou o sigilo do material, no dia seguinte a uma conversa entre os dois ministros.
Tensão aumentou após relatório da Polícia Federal
Na segunda – feira (31), Moraes e Mendonça tiveram uma conversa descrita por fontes da CNN como “direta, dura e ríspida”. O encontro ocorreu depois de o relator do caso Master informar que enviaria à PGR (Procuradoria – Geral da República) o relatório da Polícia Federal que fazia referências ao colega de Corte.
Na terça – feira, Mendonça tornou públicos os registros ao retirar o sigilo do material. Entre as mensagens divulgadas, há uma conversa na qual o ex – banqueiro afirma ter “gratidão da minha vida” a Moraes.
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Também foram reveladas mensagens enviadas dias antes de Vorcaro ser preso. Nelas, o ex – banqueiro pergunta se deveria deixar o país diante da possibilidade de uma operação policial.
A crise não foi mencionada por . O presidente da Corte, Edson Fachin, abriu os trabalhos normalmente e deu prioridade a processos que tinham sustentações orais. Mais cedo, porém, havia classificado o momento como de “especial gravidade” e dito que medidas “cabíveis” seriam anunciadas nos próximos dias.
Autor(a):
Pedro Santana
Ex-jogador de futebol profissional, Pedro Santana trocou os campos pela redação. Hoje, ele escreve análises detalhadas e bastidores de esportes, com um olhar único de quem já viveu o outro lado. Seus textos envolvem os leitores e criam discussões apaixonadas entre fãs.



