Registros de violência contra mulheres jovens aumentam 44% em dias de jogo, aponta estudo

Estudo revela que eventos esportivos intensificam a violência contra mulheres jovens, exigindo ações urgentes para enfrentar essa grave questão social.

Segundo a segunda edição do estudo Futebol e Violência contra a Mulher, apresentado nesta terça-feira (11) pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Magalu

Os dados sobre violência contra mulheres durante os dias de jogos de futebol revelam um cenário alarmante. Um estudo intitulado Futebol e Violência contra a Mulher, divulgado nesta terça – feira (11), apontou um aumento de 44% nos registros de ameaças e lesões corporais envolvendo mulheres de 15 a 29 anos.

A pesquisa foi apresentada pelo Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e pelo Magalu, em São Paulo, e analisou informações coletadas entre 2023 e 2025 em cinco capitais: Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Salvador e Porto Alegre.

A análise considerou partidas do Campeonato Brasileiro, da Libertadores e da Sul – Americana. Para entender a relação entre os jogos e os índices de violência, foram utilizados diferentes modelos analíticos. Daniel Cerqueira, pesquisador do Ipea, destacou que os resultados se mantiveram consistentes independentemente da metodologia aplicada. “Em todos os modelos que fizemos os resultados eram basicamente os mesmos”, afirmou Cerqueira durante a coletiva.

Aumento da violência nas residências

Além do aumento nos registros externos, o estudo também revelou uma elevação significativa nas ocorrências dentro das residências. Nos dias de partidas de futebol, as lesões corporais resultantes da violência doméstica aumentaram em 35,1%, enquanto as ameaças subiram 26,8%.

Essa tendência é preocupante e sugere uma correlação direta entre eventos esportivos e o aumento da tensão familiar.

O levantamento focou especialmente nessas duas categorias de crimes por sua relevância na observação das diversas etapas da dinâmica de violência contra as mulheres. De acordo com Cerqueira, as ameaças podem servir como um mecanismo de dominação e frequentemente precedem agressões físicas mais severas. “A ameaça é um sinal claro que pode indicar a possibilidade de um ato violento futuro”, completou.

Implicações sociais e necessidades de ação

Esses dados ressaltam a urgência de ações efetivas para combater a violência contra as mulheres no Brasil. A intersecção entre eventos esportivos e o aumento da violência sexual requer atenção não apenas das autoridades, mas também da sociedade civil. É fundamental promover campanhas educativas que conscientizem sobre a gravidade desse problema.

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Portanto, o estudo não apenas ilumina uma questão crítica da sociedade brasileira contemporânea, mas também convoca todos a refletir sobre as medidas necessárias para proteger as mulheres. O combate à violência deve ser uma prioridade para garantir segurança e dignidade para todas.