Redação do Enem do zero: especialista do Poliedro explica como montar tese e dois argumentos

Gabrielle Cavalin orienta ler a proposta com atenção e escolher argumentos complementares; as provas do Enem 2026 serão em 8 e 15 de novembro.

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Redação Enem
Redação Enem

Conhecer o tipo de texto cobrado e ler a proposta com atenção são os primeiros passos para uma boa redação no Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), segundo Gabrielle Cavalin, gerente de redação do Poliedro Educação. As provas deste ano estão marcadas para 8 e 15 de novembro.

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A redação é uma das etapas de maior peso do exame e costuma gerar ansiedade. Ela exige interpretação, pensamento crítico e conhecimento sobre o assunto, e a falta de qualquer um desses pontos pode travar o candidato na hora de escrever.

Texto dissertativo-argumentativo exige tese e dois argumentos

Em entrevista à CNN Brasil, a especialista lembrou que o estudante precisa dominar o formato antes de chegar à prova. “Na redação do Enem, o estudante precisa produzir um texto dissertativo-argumentativo sobre um problema social brasileiro. Por isso, é importante entender o que é uma dissertação, como esse texto se estrutura e de que forma os textos motivadores devem ser lidos para identificar o problema apresentado e desenvolver uma discussão coerente sobre o tema”, afirma.

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No dia do exame, a proposta e a frase temática merecem leitura cuidadosa. É nesse momento que o candidato identifica qual problema social vai sustentar a argumentação. A orientação é pensar no que dá origem ao problema, no que faz com que ele persista e nos impactos que ele provoca.

Depois, o aluno escolhe dois argumentos para desenvolver. Podem ser duas causas, uma causa e uma consequência ou duas consequências. “A escolha mais comum costuma ser a de duas causas, mas o mais importante é que os argumentos sejam diferentes e, ao mesmo tempo, complementares, para que cada parágrafo acrescente uma nova perspectiva à discussão, em vez de repetir aquilo que já foi apresentado anteriormente”, explica Gabrielle Cavalin.

Proposta de intervenção precisa de cinco elementos. A conclusão, no Enem, é o espaço obrigatório da proposta de intervenção. A sugestão é começar retomando brevemente a tese defendida ao longo do texto e, em seguida, apresentar uma possível solução para o problema discutido.

Uma proposta bem construída reúne cinco elementos. O agente indica quem vai agir; a ação diz o que será feito; o meio explica como; o efeito mostra por que será feito. Por fim, um desses elementos deve receber detalhamento.

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Como superar dificuldades na escrita sem modelos prontos

Quem tem problemas para escrever pode compensar parte disso com um bom repertório. Segundo a orientadora, dificuldades temáticas, de estrutura ou gramaticais precisam ser enfrentadas e superadas ao longo do processo educativo.

Quando o obstáculo é o tema, vale ampliar o repertório com leitura, debate sobre assuntos variados e contato com livros, filmes, autores e outras produções culturais. Se o problema está na estrutura, o aluno deve entender o que é uma dissertação, como ela se organiza e o que a redação do Enem exige especificamente.

Já os desvios sintáticos e gramaticais podem ser trabalhados nas aulas de língua portuguesa e a partir das devolutivas das correções das próprias redações.

Para quem vê a redação como algo muito complexo, o caminho é aprender estratégias de planejamento e organização. “O que não podemos fazer é confundir essas estratégias com a utilização de modelos prontos”, declara. “Durante algum tempo, tornou-se comum a divulgação de estruturas praticamente prontas de redação, que poderiam ser memorizadas e adaptadas ao tema apenas com a substituição de algumas palavras ou informações”, continua.

Gabrielle afirma que esse atalho pode parecer mais fácil para quem tem defasagens, mas não esconde as dificuldades. “O mais importante é que o processo educativo realmente ensine esse estudante a escrever, oferecendo ferramentas para que ele compreenda suas dificuldades, consiga superá-las e desenvolva autonomia para produzir o próprio texto”, diz.

Erros que zeram ou derrubam a nota

Alguns deslizes levam à nota zero: fugir do tema proposto, não seguir o tipo textual exigido ou inserir de propósito trechos desconectados da discussão.

De acordo com Cavalin, outros problemas limitam a pontuação. Entre eles estão a falta de repertório, muitos desvios gramaticais, estrutura sintática simples demais e falhas recorrentes na construção dos períodos. Deixar de apresentar a proposta de intervenção também pesa bastante na nota final.

Entre os cuidados essenciais, estão ter clareza sobre o recorte temático, garantir que as palavras-chave apareçam de forma coesa e articular o repertório corretamente. “Mais do que simplesmente cumprir uma estrutura, o estudante precisa demonstrar, ao longo de toda a redação, que compreendeu o tema e sabe desenvolver uma argumentação consistente sobre ele”, explica.

Quanto tempo dedicar à redação no dia da prova?

Cursos preparatórios como o Poliedro recomendam reservar entre uma hora e uma hora e meia para o texto. Menos que isso não dá tempo de ler os textos motivadores adequadamente. Passar de uma hora e meia pode comprometer as questões objetivas, que também são decisivas para a nota final.

“Por isso, é fundamental que o estudante chegue ao dia da prova com uma estratégia que já tenha sido praticada anteriormente”, afirma a orientadora. “Ele precisa saber, por exemplo, se funciona melhor fazer a redação logo no início, no meio da prova ou deixá-la para o final. Também pode decidir se prefere realizar todo o processo de uma só vez ou dividi-lo em blocos, fazendo primeiro a leitura dos textos motivadores e o planejamento, seguindo para algumas questões objetivas e retomando depois a redação para escrever ou passar o texto a limpo”, completa.

A recomendação final é que o candidato conheça o próprio ritmo e treine bastante a distribuição do tempo antes do exame. “O dia do Enem não deve ser o momento de descobrir como organizar a prova”, conclui.

A Redação Saúde e Educação reúne a cobertura do Clique Fatos sobre saúde, bem-estar e educação. As matérias são produzidas com apoio de inteligência artificial a partir de agências e veículos citados no texto. Encontrou um erro? Escreva para [email protected].

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