Recomendação dos EUA gera temor de nova guerra comercial e pode afetar PIB brasileiro

A recomendação dos EUA pode desencadear uma nova guerra comercial, afetando o PIB brasileiro e gerando incertezas no mercado. Quais serão as consequências?

13/06/2026 06:41

3 min

Recomendação dos EUA gera temor de nova guerra comercial e pode afetar PIB brasileiro
(Imagem de reprodução da internet).

Tensões Comerciais e Impactos Econômicos

A recente recomendação do Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sobre produtos importados gerou preocupações acerca de uma possível nova guerra comercial global. Um estudo da FIA Business School aponta que essa situação pode impactar o crescimento do PIB brasileiro, com uma redução de até 0,6%.

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A proposta dos Estados Unidos ainda precisa passar por diversas etapas políticas e regulatórias antes de ser implementada. O ex-presidente Donald Trump tem até 15 de julho para decidir sobre a definição e aplicação das tarifas.

Marilia Fontes, apresentadora da Resenha do Dinheiro, destaca que o Brasil enfrenta um momento delicado, considerando a relevância das exportações. “A imposição de tarifas pode agravar um crescimento já frágil e concentrado, além de trazer consequências negativas para o emprego e o consumo”, observa Marilia.

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Além dos efeitos econômicos, o mercado está atento à incerteza sobre a implementação real das medidas, uma vez que o primeiro grande pacote tarifário anunciado por Trump, em 2025, passou por recuos e mudanças ao longo do tempo.

Reações do Mercado e Credibilidade

Bernardo Pascowitch, fundador e CEO do Yubb, comenta que, inicialmente, houve uma reação de medo, mas os investidores começaram a ver as medidas mais como retórica do que ações concretas. Thiago Godoy, educador financeiro, ressalta que ainda há dúvidas sobre a sinceridade das intenções de Trump em relação às tarifas. “O mercado começou a levar parte do discurso mais a sério, mas esse padrão de anunciar e recuar também desgasta sua credibilidade”, complementa.

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Nesse contexto, acordos comerciais e alianças econômicas estão se fortalecendo. As negociações entre Mercosul e União Europeia, assim como o fortalecimento do Brics, são vistos como estratégias para diminuir a dependência econômica dos Estados Unidos.

A inflação nos EUA também é uma preocupação para investidores globais, especialmente com os altos preços de imóveis e alimentos, que afetam o poder de compra da população.

Movimentos do Dólar e Oportunidades de Investimento

Outro fenômeno observado pelo mercado é a desvalorização do dólar nos últimos meses. Marilia Fontes explica que investidores estão retirando recursos dos EUA em busca de oportunidades em outros mercados, como a bolsa brasileira. Apesar disso, Godoy alerta que essa movimentação não diminui a importância do dólar em uma estratégia de diversificação internacional. “Isso não significa que o investidor deva ignorar o dólar, que continua sendo uma moeda forte.

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O cenário pode mudar rapidamente, e muitos investidores veem uma chance de ampliar sua exposição internacional com a moeda americana em um patamar mais baixo”, conclui Thiago.

Sobre a Resenha do Dinheiro

O programa Resenha do Dinheiro, realizado com o apoio da B3 e da gestora de investimentos BlackRock, é apresentado por Thiago Godoy, Marilia Fontes e Bernardo Pascowitch. A atração oferece uma abordagem leve e direta sobre educação financeira e investimentos, discutindo semanalmente os principais temas da economia de forma informal, como uma conversa entre amigos, sem abrir mão da análise.

O programa vai ao ar todas as sextas-feiras, às 19h, no canal do CNN Money no YouTube e aos domingos, às 15h, na CNN Brasil.

Fluente em quatro idiomas e com experiência em coberturas internacionais, Ricardo Tavares explora o impacto global dos principais acontecimentos. Ele já reportou diretamente de zonas de conflito e acompanha as relações diplomáticas de perto.

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