Rafael Erdreich alerta sobre Mojtaba Khamenei, novo líder supremo do Irã, e suas ideologias extremistas. Descubra os impactos dessa mudança!
Rafael Erdreich, cônsul-geral de Israel em São Paulo, declarou que Mojtaba Khamenei, o novo líder supremo do Irã, mantém as mesmas ideologias de seu pai, Ali Khamenei, que foi morto em um ataque conjunto com os Estados Unidos no dia 28 de fevereiro. “Mojtaba Khamenei é um exemplo do extremismo ideológico das células iranianas”, afirmou durante uma conversa com jornalistas na última sexta-feira (13). “O filho não é melhor que o pai, que foi o arquiteto da expansão da revolução e do uso de métodos para destruir o Estado de Israel e ameaçar o mundo”, acrescentou.
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Desde o início da guerra, Mojtaba não tem sido visto em público, e os Estados Unidos acreditam que ele possa ter sido ferido nos ataques. Um pronunciamento atribuído ao novo líder supremo foi lido na televisão estatal iraniana, mas detalhes sobre seu conteúdo não foram divulgados.
Erdreich também justificou o início da ofensiva, afirmando que este era “o momento” para realizar os ataques contra o Irã, uma vez que o país continuou a desenvolver mísseis e armamento nuclear.
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O cônsul destacou que Israel e os EUA atuam como um muro para defender valores comuns, incluindo os do Brasil. “Estamos tentando diminuir uma ameaça mundial em vários níveis, como bélico e no comércio internacional”, comentou. Ele também chamou a atenção para a retaliação iraniana, que incluiu ataques a nações do Golfo Pérsico.
Embora o Irã afirme que está atacando apenas as bases dos Estados Unidos na região, Erdreich ressaltou que o país está “atirando de forma indiscriminada contra centros cívicos”.
Em relação ao Brasil, Erdreich reconheceu que as relações entre os dois países estão no “nível mais baixo”, após críticas abertas entre os governos e a consideração do presidente Luiz Inácio Lula da Silva como “persona non grata” pelo governo israelense.
Ele mencionou que Israel tem enfrentado críticas desde o ataque do Hamas em 2023, o que classificou como uma “surpresa de um país amigo”.
Os Estados Unidos e Israel estão em guerra com o Irã desde o dia 28 de fevereiro, quando um ataque coordenado entre os dois países em Teerã resultou na morte de diversas autoridades do alto escalão do regime iraniano. Os EUA alegam ter atingido alvos militares, incluindo sistemas de defesa aérea e aviões.
Em retaliação, o regime iraniano lançou ataques contra países como Emirados Árabes Unidos, Arábia Saudita, Catar, Bahrein, Kuwait, Jordânia, Iraque e Omã, afirmando que seus alvos são apenas interesses dos EUA e de Israel.
Desde o início do conflito, mais de 1.200 civis morreram no Irã, segundo a Agência de Notícias de Ativistas de Direitos Humanos, com sede nos EUA. A Casa Branca registrou ao menos sete mortes de soldados americanos em decorrência direta dos ataques iranianos.
O Hezbollah, grupo armado apoiado pelo Irã, também intensificou suas ações em resposta à morte de Ali Khamenei, levando Israel a realizar ofensivas aéreas contra alvos do Hezbollah no Líbano, resultando em centenas de mortes no território libanês.
Autor(a):
Ambientalista desde sempre, Bianca Lemos se dedica a reportagens que inspiram mudanças e conscientizam sobre as questões ambientais. Com uma abordagem sensível e dados bem fundamentados, seus textos chamam a atenção para a urgência do cuidado com o planeta.